War Fantasy é o nome do novo FPS que vem gerando barulho considerável nos círculos indie. O projeto é obra do desenvolvedor solo Non-Euclidean, que tem passagem pela série Call of Duty, e leva a premissa de ser exatamente o oposto do que o gênero de shooters militares costuma entregar: em vez de glorificar o combate, o jogo se propõe a examinar, de forma crítica e sem rodeios, a relação da indústria gamer com a guerra.
O título está em desenvolvimento há 9 anos e, segundo a página oficial no Steam, bebe das fontes de Spec Ops: The Line e The Stanley Parable, com uma pitada de Black Mirror na mistura. A descrição oficial não economiza nas palavras: “Uma análise implacável da relação sempre presente dos videogames com a violência e a máquina de guerra. Este jogo não vai amenizar os fatos nem ignorar o custo trágico dos conflitos. As ações do jogador têm consequências.”
Na prática, o jogador assume o papel de um soldado lançado em um complexo militar interminável, repleto de corredores em loop e salas surrealistas. Um comandante implacável conduz o personagem a se tornar uma máquina de matar, e cada escolha feita ao longo da progressão molda o desenrolar da história. O tom é o de um horror psicológico sobre o que o desenvolvedor descreve como a “fusão entre jogos de guerra e a guerra real“. Pelo trailer, toda a experiência parece se passar dentro de um jogo fictício chamado, justamente, “War Fantasy”.
O próprio desenvolvedor reforça que War Fantasy não pretende oferecer uma fantasia de poder ou uma jornada heroica. Pelo contrário, a proposta é colocar o jogador dentro de um sistema no qual suas ações são constantemente observadas, avaliadas e utilizadas para condicioná-lo. A ideia é fazer com que a própria experiência de jogar um FPS se torne parte da crítica apresentada pelo game.
A tecnologia também terá papel central na experiência. O desenvolvedor descreve o jogo como uma narrativa de guerra sombria com elementos de tecnofobia, na qual o comportamento do soldado é registrado, analisado e posteriormente transformado em uma ferramenta de controle. Drones e tecnologias militares de um futuro próximo também fazem parte do arsenal disponível.
War Fantasy não tem data de lançamento confirmada até o momento, mas o apelo do conceito já fez o jogo acumular 30 mil wishlists no Steam desde que foi anunciado em maio. A tração veio em boa parte de um post do criador de conteúdo ‘Indie Game Joe’ no X, que compartilhou imagens do jogo e o batizou de “anti-Call of Duty“, a publicação ultrapassou 4,5 milhões de visualizações.
Para um projeto solo em gestação há quase uma década, o interesse gerado é significativo. Non-Euclidean parece ter acertado em cheio no timing: num mercado saturado de shooters militares que seguem a cartilha do espetáculo e da adrenalina, um FPS que vira essa fórmula de cabeça para baixo e coloca o jogador para confrontar o próprio ato de jogar guerra tem terreno fértil para se destacar.
Fonte: Dexerto
Strauss Zelnick acredita que o tamanho dos jogos e a dependência de servidores oficiais dificultam… Ver mais
Campanha de merchandising para o N7 Day provoca revolta, enquanto fãs mobilizam petições para tentar… Ver mais
Eiji Aonuma defende a continuidade dos funcionários em meio às recentes ondas de demissões na… Ver mais
A plataforma alcançou 127 milhões de usuários ativos mensais em setembro de 2026. Ver mais
Wendel Bezerra e Alfredo Rollo estão entre os nomes associados à versão nacional, mas o… Ver mais
Splatoon Raiders lidera os novos exclusivos com 2,42 milhões de cópias. Ver mais