A ZeniMax Online, estúdio responsável por The Elder Scrolls Online, foi alvo de mais uma leva de demissões pela Microsoft. Um aviso WARN, notificação legal obrigatória nos Estados Unidos em casos de demissões em massa, publicado pelo estado do Maryland, onde o estúdio está sediado, confirma o corte de 213 funcionários na ZeniMax Online e outros 166 na ZeniMax Media.
O número exato de colaboradores que permaneceram no estúdio não foi divulgado, mas um funcionário afirmou nas redes sociais que aproximadamente metade dos “desenvolvedores ativos trabalhando em conteúdo” foram dispensados. A reação de quem vivenciou o estúdio de perto foi de indignação. Um ex-desenvolvedor de ESO desabafou no X.
“Estou muito irritado hoje. As pessoas nunca saberão o sangue, suor e lágrimas que foram investidos na criação de ESO, ou como basicamente financiamos outros projetos fracassados enquanto nunca recebíamos recursos suficientes para manter nosso ritmo de lançamentos. A equipe merecia muito mais.”
“Estive ausente por um tempo, mas conversar com as pessoas hoje e perceber que realmente não sobrou ninguém e que não há como mudar isso agora me deixa com o coração partido. Pelas pessoas, pelo nosso jogo, por quem éramos como equipe e estúdio. Esta é uma perda irreparável, e acho que as pessoas não têm noção da dimensão disso.”
Na mesma semana, um aviso WARN semelhante confirmou que cerca de 100 desenvolvedores foram demitidos na Id Software, estúdio da ZeniMax responsável pela franquia Doom, aprofundando o rombo na estrutura criativa do grupo.
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Esta não é a primeira vez que a ZeniMax Online passa por uma reestruturação traumática desde que foi absorvida pela Microsoft. No verão passado, o chefe do estúdio, Matt Firor, renunciou ao cargo após uma rodada anterior de demissões em massa promovida pelo Xbox, que resultou na saída de milhares de funcionários em toda a estrutura da empresa e no cancelamento de múltiplos projetos, incluindo um título não anunciado da própria ZeniMax Online.
O projeto cancelado era o chamado Project Blackbird, descrito por um relatório do Bloomberg como um looter-shooter online em terceira pessoa ambientado em um universo de ficção científica. O cancelamento teria pegado a equipe de surpresa, já que o jogo supostamente havia recebido avaliações extremamente positivas em reuniões internas de gestão.
O cenário atual da ZeniMax Online é o de um estúdio que sustentou por anos um dos maiores MMORPGs do mercado, The Elder Scrolls Online, e que agora enfrenta uma sangria de talentos sem precedentes.
O impacto dessas demissões sobre o futuro do jogo e de seus conteúdos ainda não foi comunicado pela Microsoft.
Fonte: Video Games Chronicle
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