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Owlcat Games estaria disposta a assumir Baldur’s Gate 4, mas não seguiria os passos da Larian

A Owlcat Games pode ser o próximo estúdio a colocar as mãos em Baldur’s Gate 4, ao menos é o que sugere uma declaração recente de Alexander Mishulin, cofundador do estúdio. Em entrevista à IGN, Mishulin deixou a porta aberta para o projeto ao mesmo tempo em que deixou claro que qualquer versão feita pelo estúdio seria algo genuinamente diferente do que a Larian Studios entregou com Baldur’s Gate 3.

Com a Larian já tendo anunciado que não desenvolverá Baldur’s Gate 4, preferindo retornar à sua própria franquia Divinity, ficou a questão de quem pegará o bastão de um jogo que fez tanto sucesso. O veterano James Ohlen, que trabalhou nos dois primeiros jogos da franquia, já recusou a oferta citando a dificuldade da tarefa. A Owlcat, por sua vez, não parece intimidada. Mishulin foi direto ao comentar a situação para a IGN:

“Antes de tudo, gostaria de agradecer a todos os jogadores, a toda a sua audiência que nos considera capazes de fazer isso. É uma honra enorme. Vocês já disseram que somos um pouquinho masoquistas. Então, sim, consideraríamos isso um ótimo desafio.”

Mas o cofundador foi cuidadoso ao calibrar as expectativas. Para ele, qualquer estúdio que tente replicar a fórmula da Larian está fadado ao fracasso e isso inclui a própria Owlcat, caso optasse por esse caminho.

“Na minha opinião, a Larian fez a sua própria visão de como deveria ser uma sequência de Baldur’s Gate, e ela nos apresentou isso. Qualquer outro estúdio que for fazer Baldur’s Gate 4 estará fazendo o seu próprio jogo no cenário de Baldur’s Gate. Não será o BG3 da Larian, porque o BG3 é muito a fórmula da Larian, com todas as ideias deles para combate, como elas se misturam com Dungeons & Dragons, com a visão deles sobre a experiência cooperativa. Qualquer estúdio que tentar replicar isso está destinado a fracassar.

A Larian faz esses jogos há 20, 30 anos, desde o primeiro Divinity. É a visão deles dos jogos, é a visão deles de RPGs, e é um grande jogo. Mas outros estúdios farão algo diferente. Eles terão o seu próprio DNA, as suas próprias ideias, e vão colocá-las em Baldur’s Gate 4, e será algo distinto. Espero que haja um estúdio corajoso, apaixonado e habilidoso o suficiente para fazer esse jogo.”

O currículo fala por si

Não é difícil entender por que os fãs apontam a Owlcat Games como candidata natural. O estúdio acumula um histórico sólido dentro do gênero cRPG, com títulos como Pathfinder: Kingmaker, Pathfinder: Wrath of the Righteous e, mais recentemente, Warhammer 40,000: Rogue Trader. São jogos densos, repletos de sistemas interligados e com uma proposta narrativa que dialoga diretamente com o tipo de experiência que os fãs de Baldur’s Gate buscam.

Dito isso, o caminho entre o interesse declarado e um acordo real com a Wizards of the Coast é longo e há complicações relevantes. Atualmente, a Owlcat, que conta com cerca de 600 funcionários, está com a agenda bem comprometida. O estúdio divide suas equipes entre dois projetos ambiciosos: Warhammer 40,000: Dark Heresy, que avança no território já familiar do universo Warhammer, e The Expanse: Osiris Reborn, uma aposta diferente para o estúdio, seu primeiro jogo com perspectiva em terceira pessoa e mecânicas orientadas à ação, baseado na aclamada série de ficção científica The Expanse.

Esse segundo projeto, em especial, pode ser o maior obstáculo a um eventual Baldur’s Gate 4 pela Owlcat. Se The Expanse: Osiris Reborn for bem-sucedido, é natural que o estúdio queira explorar sequências, especialmente considerando que é uma janela para alcançar um público mais amplo, num espaço onde a comunidade de Mass Effect ainda busca um sucessor espiritual à trilogia da BioWare.

O universo de Baldur’s Gate segue em expansão

Enquanto o futuro do quarto capítulo da franquia permanece sem definição oficial, outras iniciativas dentro do universo de Baldur’s Gate seguem em andamento. Há rumores de que remakes de Baldur’s Gate 1 e Baldur’s Gate 2 estão a caminho, além de uma série de televisão produzida pela HBO, dirigida por Craig Mazin. 

Por ora, a declaração de Alexander Mishulin não representa nenhum compromisso formal, mas é uma porta aberta para o futuro do estúdio. 

Fonte: Wccftech

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Publicado por:
Vinicius Silva Dias

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