A animação de Devil May Cry na Netflix acaba de ganhar luz verde para uma terceira e última temporada, e o showrunner Adi Shankar não perdeu tempo para transformar o anúncio em um manifesto. Em uma publicação no Twitter, ele foi direto ao ponto e sem qualquer modéstia.
“O sucesso da 1ª e da 2ª temporada de Devil May Cry esclareceu algo que a maioria das pessoas suspeitava, algumas temiam e alguns trolls ainda estão tentando assimilar: Adi Shankar é um talento geracional”, escreveu Shankar no Twitter.
Ele listou o que considera suas conquistas à frente do projeto, pois pegar uma franquia mundialmente amada, absorver mais de vinte anos de iconografia, preservar a alma da IP, expandir o público, provocar os puristas e converter os céticos.
Nas palavras dele: “Meu anime de Devil May Cry humilhou adaptações de franquias AAA com milhões de dólares em marketing. Sou um deus da audiência… Duas temporadas seguidas”, continuou ele.
Segundo a Netflix, a primeira temporada registrou 21,7 milhões de visualizações em 2025, enquanto a segunda temporada acumulou 6,4 milhões de visualizações em apenas duas semanas desde sua estreia. Adi Shankar também revelou a estrutura narrativa que guiou toda a série desde o início.
As três temporadas formam o que ele chama de “The Force Edge Saga”, concebida desde a criação como uma trilogia de filmes disfarçada de série de televisão. A inspiração literária é declarada: “Dante’s Divine Comedy com armas e um casaco vermelho”. A temporada 1 corresponde ao Inferno, a temporada 2 ao Purgatorio e a terceira e última ao Paradiso. O uso dos nomes dos episódios ao longo das temporadas, segundo ele, já antecipava essa estrutura para quem estivesse prestando atenção.
Sobre o que esperar da conclusão, Shankar foi propositalmente vago, mas enfático: “‘3’ não vai ser uma terceira ‘temporada’ normal de um programa de TV. Com a ‘Temporada 3’, estou fazendo algo muito diferente. Estou criando um modelo de como esse jogo é vencido.”
Em entrevista anterior ao anúncio, Shankar havia falado sobre o processo criativo por trás da série e o quanto a autonomia recebida foi decisiva. “Tenho a sorte de estar em uma posição onde tenho muito controle sobre o show e o destino do show”, afirmou ele, criticando o que chamou de “arte por comitê”, fenômeno que atribui à “Marvel-ificação” do cinema e que, segundo ele, contaminou grande parte das produções de IP no mercado atual.
“A Netflix e a Capcom disseram: ‘Você tem uma visão, vá executar sua visão'”, explicou Shankar. “O que eu acho bastante raro nos dias de hoje. Mas eu venho do mundo do cinema, e todas as pessoas que me mentoraram eram autores.”
A data de estreia da terceira temporada de Devil May Cry ainda não foi anunciada pela Netflix.
Fonte: GamesRadar
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