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IA será a “salvação” para estúdios menores, diz executivo do Google

A IA pode ser a saída para que estúdios menores consigam competir de igual para igual com produções de alto orçamento, pelo menos é o que defende Jack Buser, diretor global de games no Google Cloud e ex-diretor global de games no extinto Google Stadia.

Em entrevista ao GamesIndustry.biz, Buser traçou um panorama preocupante da indústria e apostou na inteligência artificial como ferramenta de transformação.

“Estamos em apuros”

Para Buser, os problemas da indústria ficam claros assim que se olha com mais atenção para os números. “Quando você começa a olhar por baixo da superfície do que está acontecendo na indústria, você percebe: meu Deus, estamos em apuros”, afirmou. Ele citou o aumento constante nos custos de desenvolvimento e uma estatística que aponta que mais da metade dos jogadores está feliz consumindo títulos mais antigos. “Esse não é um modelo de negócio sustentável”, completou. “Precisamos nos transformar como indústria para enfrentar esse momento e seguir em frente.”

O cenário descrito por Buser não é novidade para quem acompanha o mercado de perto. Demissões em massa, projetos cancelados e retornos financeiros abaixo do esperado viraram rotina nos últimos anos, atingindo desde grandes publishers até estúdios independentes. É nesse contexto que o executivo do Google Cloud enxerga espaço para a IA atuar.

A aposta na inteligência artificial

Segundo Buser, a IA já está acelerando departamentos que dão suporte ao desenvolvimento de jogos. “Divisões como marketing, estratégia de negócios e analytics – todos esses departamentos que apoiam a equipe de desenvolvimento estão sendo acelerados radicalmente com a IA”, disse ele. O executivo destacou ainda a dificuldade de manter uma comunicação ágil com o público usando processos manuais tradicionais, apontando a tecnologia como solução para esse gargalo.

Como exemplo prático, Buser citou a Series Entertainment, empresa que captou US$ 28 milhões de investidores em 2024 e que usa IA de forma central em suas operações. Para ele, o caso ilustra uma tendência maior: “Estamos vendo a cauda longa, assim como o chamado ‘torso’ da indústria, começar a perceber que, com a IA, eles podem superar muito seu peso, muito acima do seu peso, e realmente competir com alguns desses jogos de orçamentos maiores aproveitando a IA.”

O que Buser descreve como potencial já está acontecendo na prática, mas nem sempre com os resultados desejados. Estúdios têm sido constantemente criticados por usar assets gerados por IA em seus jogo. O caso mais recente foi o de Crimson Desert: a desenvolvedora Pearl Abyss precisou se desculpar publicamente após pinturas geradas por IA escaparem para a versão final do jogo.

Buser também afirmou que 90% dos estúdios já usam IA em seus jogos, embora prefiram não revelar para o público.

Fonte: GamesRadar

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Publicado por:
Vinicius Silva Dias

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