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“Atualização é um bônus, não um direito”: Estúdio de Peak responde críticas dos jogadores

O que começou como um experimento acabou se transformando em uma das histórias de sucesso indie mais inesperadas do último ano. Peak, um excêntrico jogo cooperativo de escalada rapidamente chamou a atenção de centenas de milhares de jogadores.

Sua proposta simples, juntar-se a amigos, escalar uma montanha e sobreviver ao caos, mostrou-se muito mais envolvente do que qualquer um poderia prever. Mas, com o sucesso, veio também o outro lado: a expectativa.

De projeto feito com paixão à pressão dos jogadores

Originalmente, Peak nunca foi pensado como um título live service de longo prazo. Ainda assim, o jogo recebeu uma sequência constante de atualizações desde o lançamento. Novos recursos, configurações personalizadas e até adições mais descontraídas mostram uma equipe claramente se divertindo com sua criação.

Para a maioria dos padrões, o nível de suporte tem sido generoso, especialmente para um jogo que custa apenas R$ 23,99 e foi desenvolvido por um estúdio pequeno, sem foco em live service. E, ainda assim, para alguns jogadores, isso não é suficiente.

Muitos usuários nas redes sociais começaram a chamar os desenvolvedores de “preguiçosos” por não terem grandes ambições para o título e já estarem considerando encerrar o suporte ao projeto. As críticas não passaram despercebidos pelos criadores.

Os desenvolvedores reagiram com uma resposta calma, mas firme, contestando a ideia de que o suporte contínuo era uma obrigação: “Peak já recebeu muuuuitas atualizações. Nem nós nem a Aggro Crab somos estúdios de live service — qualquer atualização é um bônus, não um direito.”

Eles também destacaram que continuam adicionando recursos relevantes, incluindo uma grande atualização de personalização: “Acabamos de lançar uma grande atualização de personalização de runs, mas customização completa é um pedido grande. Ainda assim, se houver sugestões específicas, adoraríamos ouvir.”

Ao contrário de grandes estúdios estruturados para produzir conteúdo contínuo, desenvolvedores indie geralmente trabalham projeto a projeto. Manter um único jogo indefinidamente pode significar sacrificar novas ideias, lançamentos futuros ou até o bem-estar da equipe.

Os desenvolvedores de Peak foram transparentes sobre a pressão do último ano: “O ano passado foi o mais ocupado que já tivemos, com o lançamento de Peak, Haste, TABS: Pocket Edition e ports de ROUNDS.”

Eles também reconheceram que suas ambições podem ter ido além da capacidade do time: “Trabalhamos em algo novo para este ano, mas no fim não deu certo. Nos esticamos demais, e a pressão de lançar um novo jogo todo ano pode ser grande para uma equipe tão pequena.”

Fonte: PCGamer

 

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Publicado por:
Vinicius Silva Dias
Tags: Indie

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