Highguard
Highguard, o novo hero shooter free-to-play desenvolvido por ex-criadores de Apex Legends e Titanfall, chega ao mercado na próxima semana com requisitos técnicos que estão gerando controvérsia. O jogo exigirá Secure Boot, TPM 2.0 e Easy Anti-Cheat para funcionar, uma combinação de tecnologias que promete combater trapaceiros, mas que deixa alguns jogadores de fora.
Conforme revelado na página oficial do Highguard no Steam, essas medidas de segurança são mandatórias para quem deseja experimentar o título. Para a maioria dos usuários com PCs equipados com Windows 11 e hardware relativamente recente, ativar essas tecnologias não representará problemas significativos.
No entanto, a exigência do Secure Boot tem gerado três críticas principais entre a comunidade. A primeira delas refere-se ao fato de ser uma medida de segurança em nível de kernel, o que concede ao software anti-trapaça acesso privilegiado ao núcleo do sistema operacional do usuário.
A segunda questão afeta proprietários de máquinas mais antigas, que podem não suportar Secure Boot ou sequer possuir um (TPM), componente utilizado para armazenar chaves criptográficas. Isso significa que computadores mais antigos ficarão impossibilitados de rodar o jogo.
No entanto, uma das maiores críticas ao Secure Boot vem dos jogadores de Linux. Embora o sistema operacional de código aberto possua sua própria versão do Secure Boot, não é essa tecnologia que os desenvolvedores de Highguard estão utilizando, eles querem especificamente a implementação do Windows. Existem alternativas como máquinas virtuais ou streaming, mas não há um caminho simples para jogar sem o sistema da Microsoft.
Apesar da controvérsia, desenvolvedores e especialistas afirmam que anti-cheats em nível de kernel são eficazes contra trapaceiros, especialmente em jogos gratuitos onde o custo para criar novas contas após banimentos é praticamente zero.
Fonte: PC Gamer
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