Simples, inventivos, divertidos e apaixonantes, conheça alguns indies que usam e abusam de poucos recursos para entregar grandes games.
Publicado por Allan Kardec, em .
Sempre que falamos de indies nos lembramos de games já considerados clássicos como Super Meat Boy, Fez, World of Goo ou Braid, talvez por causa do filme Indie Game: The Movie, que apresentou seus desenvolvedores ao mundo e é um item da cartilha de todo nerd. Os games indies surgiram da paixão dos desenvolvedores pequenos, muitas vezes solitários, por criar obras e contar suas histórias nesses pequenos mundos digitais, várias barreiras foram quebradas, dificuldades transpassadas e a tecnologia evoluiu facilitando bastante a criação de games, e o que era algo de nicho, hoje está muito maior. Mas como esta forma de desenvolver games está representada hoje e como anda os projetos? A resposta é simples: está muito bem e a todo vapor!

Os indies vieram para ficar, e hoje, com seus lançamentos recentes mostram que eles estão cada vez mais relevantes diante da indústria dos games, não deixando a desejar em nada se comparados a grandes produções AAA. Tentarei focar nos títulos lançados nos últimos 2 a 3 anos para que a lista realmente seja atual.

Foco na diversão!


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Recentemente tivemos o aparecimento de dois sucessos no mundo dos indies, que podem facilmente descrever esta lista, Fall Guys e Among Us, ambos alavancados pelos streamers que viram em suas mecânicas uma forma simples de se divertir e divertir seu público, e acabaram virando uma febre mundial com milhares de jogadores em seus servidores, mostrando que não se precisa de muito para divertir o público.

Em Fall Guys seu único objetivo é conseguir completar as diversas tarefas proposta no game, em formas de arenas ou corridas, o jogo é basicamente uma “olimpíadas do Faustão” digital, com mecânicas extremamente simples você deve desviar de objetos e armadilhas para chegar ao objetivo enquanto controla seu homem feijão pelas pistas coloridas e fofas do game.

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Já em Among Us você é um dos membros da tripulação de uma nave à deriva no espaço, aqui o objetivo é simples, encontrar o impostor que fará tudo para matar um por um dos demais tripulantes, enquanto tenta consertar as diversas falhas que ocorrem na sua nave, mas caso você seja o impostor seu único objetivo é matar todos enquanto tenta não ser descoberto e evitar ser jogado para fora da nave.

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Ambos games se focaram em manter as mecânicas o mais simples possível, deixando a interação entre os jogadores complementar as lacunas necessárias para atrair e fidelizar o público. O foco no multiplayer cooperativo força o jogador a interagir com os demais, e faz com que mesmo em um mapa minúsculo como o de Among Us, o jogo seja dinâmico e sempre diversificado pois você nunca saberá a reação dos demais jogadores, fazendo com que não exista uma “tática” ou “estratégia” para serem jogados, e cada partida será uma nova e única aventura.

Vendo o mundo de outras formas!


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Outro fator importante dos indies é que, com sua liberdade artísticas e criativa, os desenvolvedores podem simplesmente criar mundos e fábulas totalmente inovadoras, muitas vezes beirando o surrealismo, levando o jogador a mundos totalmente insanos e únicos.

Neste tópico não há como não mencionar o impressionante Manifold Garden e o surpreendente Superliminal. Ambos levam o jogador a forçar seu senso de realidade, entregando mecânicas e formas de se resolver problemas nunca vistos antes nos games.

Em Manifold Garden o jogador é posto em um mundo onde a gravidade age conforme sua vontade, podendo a modificar para poder escalar pelas paredes e teto enquanto interage com os objetos do mundo para resolver esse gigante puzzle. O jogo usa uma forma de sobreposição forçada da realidade, fazendo com que a fase seja simplesmente infinita interconectada em um loop sensorial da realidade... algo difícil de explicar, mas se você cair de um local, o chão onde você irá pousar é o mesmo chão que você estava. Aqui a orientação de cima, baixo, esquerda e direita é toda embaralhada podendo ser modificada e alterada conforme você necessite. Se quiser mais detalhes fiz uma análise de Manifold Garden recentemente.

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Já em Superliminal temos uma surpreendente forma de se ver o mundo, o game usa a noção de perspectiva forçada, fazendo com que você duvide de tudo que está a sua volta, com diversas charadas e “golpe de vista”, você pode interagir com os objetos modificando seu tamanho e posição, para assim conseguir resolver os estranhos puzzles desse jogo. Com diversas sacadas na narrativa que te forçam a pensar que algo é o que não é, o game irá te surpreender ao ponto de você duvidar se algo é o que parece ser!

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Ambos mostram uma visão diferente do mundo e irão te desafiar a quebrar certos paradigmas da realidade, desde a se forçar ver algo que não deveria existir a realizar saltos infinitos e quase impossíveis atravessando diversas camadas da realidade para assim conseguir chegar ao seu objetivo. Simplesmente são quebra-cabeças levados ao extremo.

O golpe baixo que todos amam: a nostalgia


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Nostalgia, aquela sensação de algo do passado que nos remete algo bom e agradável, e que talvez boa parte dos indies bebem dessa fonte! Desde simular aspecto de games retrô a se basear em clássicos do passado, os indies são em sua grande maioria conhecidos por abusar da nostalgia. Não é nem um pouco difícil vermos games em pixel art, ou que tenham semelhanças com o nosso amado Zeldinha, Pokemon e outros, mas a verdade é que poucos são aqueles que sabem aproveitar desse recurso hoje, não desmerecendo os demais, só que já é algo que está saturado, e é clichê vemos lançamentos de indies já mencionando que ele é “baseado ou inspirado no game clássico X ou Y” simplesmente para agregar algum valor ao título. Mas os que sabem usar da nostalgia para entregar algo novo realmente merecem destaque, e cito alguns como Horizon Chase Turbo, Graveyard Keeper, The Messenger e Moonlighter, entre vários outros como Stardew Valley que mesmo sendo de 2016 é bem atualizado até hoje.

Em Moonlighter por exemplo, temos a sensação de estar jogando um game da franquia Zelda, mas na pele de um NPC da kakariko village como um mercador, e para manter sua loja abastecida terá que enfrentar todos inimigos e fases complicadas que um verdadeiro herói enfrenta e mesmo assim continuando a ser o mercador da cidade.

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The Messenger já é daqueles games que na primeira olhada nos faz lembrar do clássico que foi inspirado, Ninja Gaiden, com estética retrô, mas com mecânicas apuradas o game nos leva a um novo mundo onde podemos simplesmente trocar de "geração" com uma transição entre 8 e 16 bits, o game modificar totalmente seu aspecto e mecânicas, enquanto você tenta salvar o mundo de um exército demoníaco que irá a tentar a todo custo dar um fim no jogador. Este com certeza é uma grande adição a lista dos metroviárias.

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Já em Graveyard Keeper, assim como em Stardew Valley você deverá cuidar de seus afazeres diários, enquanto cumpre tarefas rotineiras. Mas enquanto em um você é um simples fazendeiro, no outro você é um coveiro que não se importará de remover alguns órgãos se necessário de seus hóspedes... ambos jogos são inspirados em clássicos como Harvest Moon, e jogos de gerenciamento de recursos. Mas enquanto Stardew Valley tem o foco central na fazenda e a fazer crescer enquanto melhora a cidade em sua volta, Graveyard Keeper é um jogo de comédia ácida de um coveiro querendo retornar ao seu lar... custe o que custar!

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E claro não tem como não mencionar Horizon Chase Turbo que juntamente com Art of Rally e Pacer trazem de volta a emoção de corridas, mas sem o foco no realismo proporcionado por grandes franquias, e sim focando em modos mais arcade e desafiadores, se inspirando em games como Top Gear, Out Run, F-Zero e outros clássicos, cada um tem suas características próprias sendo pratos cheios para os apaixonados por corridas.

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Talvez este seja o tópico que mais nomes poderiam ser citados, mas não me estenderei. Como disse a nostalgia vem sendo usada e abusada no mundo indie, mas nem sempre é sinônimo de sucesso, há vários games baseados em outros excelentes, que simplesmente são quase uma cópia ou não sabem usar o legado da franquia em que foi inspirado, e isso somente não fará o game em si ser atrativo, o que importa é se inspirar mas trazendo novidades que possam dar rumo a essa nova história, e nos mostrar um novo mundo que use um pouquinho da visão de que os antigos tinham. Vale lembrar também que a nostalgia hoje está presente em quase todas mídias, desde as músicas com movimentos lofi e retro-wave, ao cinema que vem revivendo várias franquias do passado, e não poderia deixar de ser usado nos games indies e até AAA... a Nintendo que o diga!

Histórias Afetivas e Apaixonantes


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Mas, como diria o Coringa: "Não é pelo dinheiro. É só passar uma mensagem!"... ok, desconsidere um pouco a parte do dinheiro, mas e quando a mensagem é o foco da história? Os games indies podem levar isso ao pé da letra, algo que um AAA não levaria já que devem levar em conta o apelo comercial e projeções de vendas desde o começo do projeto, algo que não é necessariamente fundamental para indies, mas que muitas vezes pode ser um pequeno tiro no pé se a mensagem não for passada direito. Mas alguns que tiveram sucesso em passar sua mensagem chegam ao sucesso como ocorreu com GRIS, Celeste e o recente Spiritfarer.

GRIS é um daqueles jogos que você vai juntando os as peças para preencher as lacunas do quebra-cabeça que é a história, usando sua imaginação e instintos o jogo brinca com a subjetividade, dando margem para várias interpretações, sem falas e pouquíssimos textos, o jogo brinca com a arte, seja gráfica, auditiva ou interativa. GRIS é uma obra de arte, que vai exigir algum tempo do jogador para que ele comece a compreender a real mensagem do jogo, e nesse tempo ele será cativado com belas cenas, elaboradas com emoção, sentimento e delicadeza. Em um mundo onde a personagem perdeu o chão, e seu mundo ruiu perdendo todas cores e vozes, ela agora está sozinha, fraca e desnorteada, e precisará se recompor, já que agora seguir em frente é a única opção... para superar a depressão.

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Celeste é outro game que segue esta mesma premissa, temos a personagem Madeline, que deve subir uma montanha, e ela deverá passar por vários desafios enquanto enfrenta seus próprios problemas, superando sua ansiedade e até a depressão. O jogo usa e abusa de metáforas, falas filosóficas e representações que expressam os desafios mentais que a personagem deverá enfrentar durante sua jornada, enquanto tenta se entender "ela" com "ela" mesma, sem se esquecer que você consegue!

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E por fim Spiritfarer, a nova obra prima da Thunder Lotus, o game que desde o inicio mostra a que veio, ele é um misto de arte visual impecável, trilha sonora relaxante, mecânica simples mas funcional e uma história cativante, que irá te levar por um mundo onde você controla Stella, uma barqueira das almas, que durante o jogo deverá coletar recursos, melhorar seu barco, plantar, minerar e fazer outras atividades, enquanto conhece novos espíritos que serão seus passageiros, e que por um tempo irão conviver com você, até que finalmente chegue a hora de dizer adeus a seus queridos amigos...

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Ambos jogos representam bem a força dos indies de criar ideias originais e imaginativas com uma jogabilidade gratificante para refrescar a cena dos games com novidades pequenas mas marcantes, entregando histórias incríveis e memoráveis.

Desafiadores e de roer as unhas


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Aqui a coisa se complica... ou nem tanto... mas alguns games indies são conhecidos por simplesmente não ter dó dos jogadores quando o desenvolvedor quer fazer algo difícil, bem... quem é Dark Souls perto de Getting Over It with Bennett Foddy? E Fear perto de Outlast? Esses são só alguns exemplos, mas podemos citar outros como Stone Shard, Jump King e The Forest, jogos bem diferentes entre si mas que levam a dificuldades a níveis complicados de se explicar.

Em Getting Over It with Bennett Foddy você controla um homem dentro de um caldeirão, que deverá atravessar uma centena de obstáculos espalhados por uma montanha, não seria difícil se você tivesse algo a mais para utilizar além de uma simples marreta! O jogo não perdoa nenhum vacilo e o posicionamento errado do martelo ou um equilíbrio falho do caldeirão pode fazer com que você caia por vários metros voltando muito em seu sofrido progresso nesse percurso, garantindo vários momentos de desespero, frustração e sofrimento.

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A franquia Outlast que já conta com dois games, é conhecida simplesmente por apavorar qualquer jogador, te pondo na pele de um investigador em locais sinistros e escuros, sem nenhuma forma de se defender dos perseguidores horripilantes que aparece das sombras. Os dois games elevam o sentido de "terror" em jogos a níveis absurdos e sendo games que muitos conhecem mas poucos conseguem os terminar "tranquilamente". São jogos que conseguem fazer você sentir terror e paranoia os jogando, fazendo com que não de vontade de os encarar enquanto está sozinho em casa...

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Já em Stone Shard, nesse pequeno e interessante game pixelizado, o que abala os jogadores são as dificuldades propostas, aqui tudo é perigoso... inimigos implacáveis, animais ferozes, dores constantes, doenças inesperadas... Stone Shard te leva a um mundo medieval onde a piada de que "em vez de ser herói você morreria pela peste" se prova ser verdade... com a árdua missão de ser um mercenário, você deverá encontrar uma forma de viver nesse desolado mundo onde o perigo se espreita em cada passo dado e o jogo não faz a mínima questão de lhe ajudar lhe dando um "remedinho" no meio do caminho.

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Os games indies podem nos impressionar por suas características, mas mundos complicados e ambientes desafiadores são uma das que mais atraem jogadores, que mesmo sabendo que não irá terminar o jogo, ao menos irá tentar...

Experimentais: Estranhos e Bizarros


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Por fim, chegamos ao tópico que revela uma das faces mais interessante dos desenvolvedores independentes, a experimentação, não é de hoje que sabemos que vários games indies surgem de ideias simples, de pequenos projetos que nem eram para ser jogos reais, experimentações ou casos de estudos e as vezes até projetos surgidos em game jams rápidas e sem muito foco. Com isso vimos ser lançados games que nem se parecem "games" realmente, e posso citar exemplos como o estranho KIDS, o surreal The Unfinished Swan e o brilhante Townscaper.

KIDS, dos mesmos criadores do estranhíssimo Plug & Play, dessa vez expande seus conceitos em um mini curta-metragem surrealista, que te leva a momentos que provocam certo dilema pessoal e nos força a pensar "o que estou fazendo com minha vida?". O jogo consegue em poucos minutos te mostrar abstrações em forma de animação interativa de uma mente minimamente perturbada, e no fim revela que nem sempre precisamos ter um sentido ou motivo para criar algo... ou será que tinha?

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Em The Unfinished Swan você é jogado em um mundo em branco, onde deverá descobrir o que está ocorrendo e trilhar seu caminho pintando as paredes e dando vida a este belo ambiente. Um mundo estranho mas que te cativa e incentiva a descobrir mais e mais do que está por ser revelado. Um jogo quase experimental que revela novas formas de se ver o mundo ao seu redor.

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Townscaper é o verdadeiro game experimental, lançado como um teste de desenvolvimento. Seu criador o desenvolveu para testar novas habilidades em programação e aprimorar seus conhecimentos, ganhando atenção em suas redes sociais que receberam mais e mais fãs querendo testar aquele projeto que nem podia ser chamado de um game de verdade. Townscaper é um city build minimalista, onde você pode soltar sua imaginação e criar do nada uma cidade sobre o mar só delimitando a altura dos prédios e formatos das ruas, e o restante o game preenche de forma bem interessante e harmoniosa, e mesmo após lançado o game vem recebendo mais e mais melhorias e novidades em sua mecânica.

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Neste tema poderia citar novamente tanto Superliminal quanto Manifold Garden, que são games surreais como um todo, com o último beirando a experimentação.

Conclusão


Poderia citar mais e mais games que mostram um pouco da cena dos indies atualmente, mas espero que tenha ao menos criado aquele interesse em você que chegou até aqui em buscar sobre esses pequenos grandiosos que mantém a roda de lançamentos de games funcionando, já que enquanto esperamos meses por lançamentos AAAs, os indies estão aí quase que semanalmente com algum pequeno destaque surgindo, e claro, com centenas já lançados.

Todos games citados aqui estão no Steam, e podem ser encontrados em sua grande maioria com preços bem atraentes para você dar aquela chance para estes pequenos notáveis. Vale lembrar que logo teremos boas surpresas como o lançamento do indie russo Atomic Heart, um novo título da série Momodora e o aguardado Cris Tale

Sei que deixei vários nomes de fora, mas comente ai se lembrar de algum indie recente que possa ser mencionado aqui.

Espero que tenha gostado, e até o próximo artigo!
okardec
Allan Kardec #okardec
Analista e Administrador de Sistema vulgo Programador
Amante de artes, com gostos peculiares e até duvidosos!
Todo dia [ou quase] criando uma análise ou indicando um indie interessante ou desconhecido.
Vem me ver testar algum joguim aleatório https://www.twitch.tv/okardec
Administrador do Site, 35 anos, Luziânia, GO, Brasil
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