Kingdom Hearts 2 está no top cinco dos melhores jogos de todos os tempos para Guillaume Broche, diretor criativo de Clair Obscur: Expedition 33. Em entrevista ao canal Konbini, Broche foi categórico: o título da Square Enix é, para ele, um dos melhores RPGs de ação já criados, e há algo naquele gameplay que ele tenta reproduzir desde então.
“Você tem que admitir que a Square Enix conseguiu criar algo verdadeiramente excepcional”, afirmou Broche durante a entrevista. O diretor elogiou especificamente o sistema de combate da franquia, com destaque para o segundo jogo, citando os combos de fim de jogo e as fusões que o jogador pode adquirir ao longo da aventura. “Há algo naquele gameplay que eu venho procurando desde Kingdom Hearts 2”, disse ele. “Você podia passar 150 horas no late game.”
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Kingdom Hearts 3 ficou aquém, segundo o diretor
Guillaume Broche também comentou sobre o terceiro capítulo da franquia. Na sua avaliação, Kingdom Hearts 3 “não é ruim, mas não conseguiu recapturar tudo o que o segundo fez em termos de gameplay, que era excepcional”. O diretor não mencionou se chegou a jogar os demais títulos da saga, que, apesar de numerosos, são todos considerados canônicos.
Inspirações que moldam Clair Obscur
Clair Obscur: Expedition 33 é um jogo que não esconde suas referências. A produção carrega uma influência declarada de Final Fantasy em múltiplas camadas, enquanto o gameplay do personagem Verso bebe diretamente de Devil May Cry, onde Broche chegou a publicar challenge runs do quinto jogo da franquia em seu canal no YouTube antes de desenvolver o próprio game.
O sistema de ranking e praticamente todos os movimentos de Verso foram extraídos de Vergil. Nesse contexto, o carinho declarado por Kingdom Hearts 2 faz todo o sentido: é mais uma peça de um mosaico de influências que define a identidade do título.
Fonte: GamesRadar
