A inteligência artificial pode mudar a forma como os jogos são desenvolvidos, mas não vai tomar o lugar da criatividade humana. Pelo menos é o que pensam Hiroki Totoki, presidente da Sony, e Strauss Zelnick, CEO da Take-Two Interactive, empresa dona da Rockstar Games.
Durante o Paley International Summit, realizado em Nova York nesta terça-feira (20), os dois executivos defenderam o uso da IA como ferramenta de trabalho, mas deixaram claro que criar jogos continua sendo uma tarefa para pessoas, não para máquinas.
Totoki foi direto ao assunto: “A criatividade é dos humanos, não da inteligência artificial”. Segundo o executivo, a Sony incentiva suas equipes a aproveitar a tecnologia, desde que respeitem os direitos dos artistas, criadores e demais profissionais envolvidos nas produções.
Strauss Zelnick concorda que a IA não consegue substituir a criatividade humana, mas fez uma ressalva importante: quem souber trabalhar com essas ferramentas poderá levar vantagem sobre os profissionais que preferirem ignorá-las.
Para explicar seu ponto de vista, o executivo lembrou que a inteligência artificial trabalha com informações do passado, enquanto as ideias mais criativas muitas vezes surgem justamente de algo que ninguém esperava.
“Os conjuntos de dados, por definição, olham para o passado. E a criatividade, em sua melhor forma, olha para o futuro”, afirmou Zelnick.
Ele citou como exemplo o filme Esqueceram de Mim, lançado em 1990, quando trabalhava na Fox. Na época, ninguém esperava que a produção se tornasse um sucesso tão grande. Para Zelnick, é justamente esse tipo de surpresa que a IA não consegue prever apenas analisando dados.
Apesar das declarações, tanto a Sony quanto a Take-Two já utilizam inteligência artificial em seus processos internos. No caso da Take-Two, Zelnick também afirmou anteriormente que GTA 6 não utiliza IA generativa na criação de seu conteúdo.
O debate acontece em um momento em que o uso de IA nos games continua dividindo opiniões, especialmente entre desenvolvedores preocupados com seus empregos e jogadores que temem perder o toque humano nas produções.
Fonte: GameSpot
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