Halo: Campaign Evolved está no centro de mais uma polêmica envolvendo seu próprio co-criador. Marcus Lehto usou as redes sociais para criticar abertamente a ausência de modos PvP no remake, apontando diretamente para falhas internas da Halo Studios como responsáveis pelo problema.
Em uma publicação feita no dia 13 de agosto de 2026, Lehto foi direto: “O modo multiplayer em Campaign Evolved deveria ter sido incluído. Há poucas desculpas para isso, além da falta de supervisão e um planejamento ruim que levaram a esse erro. É muito triste que isso não tenha sido incluído.” A crítica tem peso considerável vindo de alguém que ajudou a construir a franquia e que, aparentemente, não está satisfeito com o rumo que o projeto tomou.
Para quem cresceu com a saga, a ausência de PvP no remake é sem dúvida sentida. A franquia Halo é historicamente reconhecida por seus modos arena, e Lehto acredita que ao menos um modo split-screen competitivo deveria ter sido preservado no título. A Halo Studios, no entanto, já havia confirmado desde o ano passado que Halo: Campaign Evolved não contaria com elementos PvP. A decisão do estúdio foi focar exclusivamente em experiências cooperativas, incluindo o co-op da campanha principal e uma série de missões inéditas criadas especialmente para o remake.
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Essa não é a primeira vez que Lehto levanta a voz contra o projeto. No começo da mesma semana, ele já havia feito críticas contra as escolhas de direção de arte, especialmente no tratamento dado à tecnologia Forerunner. O alvo principal foi a representação do anel na tela de menu do jogo, que, segundo ele, “parece que foi construído só alguns anos atrás”, um problema grave considerando que a estrutura deveria transmitir uma antiguidade de centenas de milênios.
“Embora a tecnologia dos Forerunners fosse feita de metal (e não de pedra), ela também era antiga, vasta, viva e um túmulo para os horrores que se escondiam em seu interior. Ela havia testemunhado centenas de milênios de conflitos. No entanto, o jogo a apresenta como um metal brilhante que parece ter sido construído há poucos anos”. Lehto ainda foi além, chamando o visual de “a coisa mais ofensiva que vemos toda vez que iniciamos o jogo.”
Ele também fez questão de reforçar o peso narrativo e visual que o anel deveria carregar: “Deveria transmitir uma sensação de algo grandioso, sombrio, misterioso, sinistro, mas também cheio de maravilhas. Esse novo anel parece um brinquedo novo e brilhante, fora de escala, sem mistério e feio pra caramba”. Como argumento adicional, ele lembrou que no Halo: Combat Evolved original o anel está posicionado nos confins da Via Láctea, algo que era perceptível visualmente na tela de menu do jogo original. No remake, o fundo é praticamente vazio, com apenas algumas estrelas espalhadas pelo espaço.
Nas redes, muitos concordaram com a opinião de Lehto, afirmando que foi uma oportunidade perdida deixar o modo multiplayer de fora. Alguns também defendem que um modo multiplayer simples, como o PvP do Halo: Combat Evolved original ou até Firefight, teria sido suficiente para tornar o remake mais completo.
Por outro lado, houve quem defendesse a decisão, destacando que a Microsoft deixou claro desde o anúncio que o projeto seria focado exclusivamente na campanha. Alguns jogadores também questionaram a importância de incluir multiplayer em um remake de campanha, considerando que Halo CE já possui sua experiência competitiva na Master Chief Collection.
Halo: Campaign Evolved teria vendido cerca de 1,2 milhão de cópias nas primeiras duas semanas, gerando aproximadamente US$ 67 milhões, segundo estimativas da Alinea Analytics. O Xbox respondeu por 42% das vendas, o PS5 por 41% e o Steam por apenas 17%, uma divisão considerada surpreendente.
O analista Rhys Elliott classificou o desempenho como “fraco”, apontando o preço elevado, a ausência do multiplayer competitivo e o fato de o jogo oferecer menos conteúdo que Halo: The Master Chief Collection, que está disponível por um preço menor.
Fonte: X
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