Monster Hunter Wilds continua bem atrás de seu antecessor em termos de vendas, mas a Capcom deixou claro que não vai abandonar o jogo. Em resposta a investidores, a empresa confirmou que melhorias técnicas em andamento já estão surtindo efeito nas vendas e que a estratégia de longo prazo é fazer o título superar os números históricos de Monster Hunter World, o que significa vender aproximadamente mais 20 milhões de cópias.
Os números são expressivos. Monster Hunter World, lançado em 2018, acumula mais de 30 milhões de cópias vendidas, consolidando-se como o jogo mais vendido da história da Capcom. Monster Hunter Wilds, por sua vez, chegou a aproximadamente 11 milhões de cópias, um desempenho que, em outros contextos, seria motivo de comemoração, mas que fica pequeno diante do gigante que é World.
Para piorar, o jogo chegou a vender menos do que títulos mais antigos da própria franquia durante boa parte do ano. A diferença entre os dois títulos, portanto, gira em torno de 20 milhões de unidades. A Capcom reconhece o tamanho do desafio e, em um recente Q&A com investidores, detalhou o que está fazendo para virar esse jogo.
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“As melhorias contínuas no desempenho técnico de Monster Hunter Wilds levaram a uma melhora nas vendas do jogo”, afirma a publicadora no documento. “Também observamos uma resposta ao anúncio da próxima grande expansão, Monster Hunter Wilds: Ascendance, e às medidas de precificação relacionadas.”
A empresa ainda declarou que planeja continuar “melhorando o desempenho técnico do jogo” com o objetivo de “impulsionar suas vendas totais além das de Monster Hunter World no médio a longo prazo”. Ou seja, a Capcom não está mirando uma virada rápida: a aposta é em uma recuperação gradual, sustentada por múltiplas frentes.
Uma dessas frentes é a chegada do jogo ao Nintendo Switch 2, que pode abrir o título para uma nova base de jogadores. Outra é justamente a expansão Monster Hunter Wilds: Ascendance, anunciada para animar a comunidade e atrair quem ainda estava na dúvida sobre comprar o jogo base. Medidas de precificação, como a redução de preço uma demo gratuita que permite jogar o prólogo, também fazem parte da estratégia.
O elefante na sala, claro, são os problemas técnicos. A versão de Monster Hunter Wilds para PC ficou marcada por uma performance notoriamente irregular no lançamento, com travamentos, quedas de frames e outros problemas que persistiram por mais tempo do que se esperaria de um título AAA de uma desenvolvedora do porte da Capcom. As coisas melhoraram desde então, mas o histórico negativo claramente pesou sobre a percepção do jogo e, por consequência, sobre suas vendas.
O desafio da Capcom agora é manter a consistência nas melhorias e convencer tanto quem desistiu no lançamento quanto quem nunca entrou na franquia de que vale a pena embarcar em Monster Hunter Wilds, e que a experiência desta vez vai corresponder ao que se espera de um dos maiores nomes da indústria.
Fonte: GamesRadar
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