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Bully ainda é “diferente de qualquer outro” jogo de mundo aberto, afirma cofundador da Rockstar

20 anos após o seu lançamento, Bully ainda não tem um sucessor à sua altura, e quem diz isso é um dos homens que o criou. Em entrevista à IGN durante a San Diego Comic-Con, o cofundador da Rockstar Games, Dan Houser, refletiu sobre o legado do jogo e reafirmou a posição singular que ele ocupa no catálogo da empresa e na indústria como um todo.

“A equipe fez um trabalho incrível ao criar [Bully], e é um jogo diferente de qualquer outro que existe”, declarou Dan Houser. Lançado em 2006, o game ambientou sua narrativa open-world em um internato da Nova Inglaterra, uma escolha ousada para uma produtora conhecida por mundos abertos grandiosos como os de GTA.

Em vez de gangues e arranha-céus, o jogador controlava Jimmy, um adolescente comum matriculado na Bullworth Academy, tentando conquistar a simpatia das diferentes facções da escola, enquanto fugia dos monitores e tentava sobreviver ao universo brutal do colégio. Para Houser, o segredo de Dan Houser está na combinação de mecânicas familiares com uma identidade única.

“Acho que as pessoas estão sempre procurando por jogos que sejam como jogos normais, mas com um tom e um cenário diferentes. E Bully realmente conseguiu isso”, explicou o cofundador da Rockstar. A normalidade proposital do protagonista Jimmy, sem poderes, sem armaduras, sem destino épico, foi justamente o que o diferenciou dos heróis de outros títulos AAA da época. O jogo carregava uma classificação indicativa para maiores de 13 anos e entregava uma experiência que misturava favores, brigas de corredor, pequenos furtos e até os beijos com NPCs escolhidos pelo jogador.

A direção de arte do projeto ficou a cargo de Steven Olds, então ex-líder da Rockstar, e Houser não economizou nos elogios ao resultado final. “Temos uma direção de arte incrível do Steven Olds, uma música incrível, personagens realmente memoráveis e uma ambientação única. Tudo se encaixou muito bem“, disse ele.

A polêmica que não impediu o sucesso

Antes do lançamento, o título enfrentou uma onda de críticas de pais e grupos de pressão que se alarmaram com o próprio nome do jogo. A Rockstar, no entanto, não cedeu ao pânico moral, o que, em retrospecto, foi a decisão certa. Bully funcionava, na prática, como uma declaração anti-bullying, e essa camada subversiva foi essencial para que o game não fosse engolido pela controvérsia.

Duas décadas depois, Bully permanece como um caso raro na indústria, um open-world construído com integridade, como o próprio Houser definiu: “Acho que as pessoas gostam de jogos open-world de qualquer forma, especialmente os feitos com integridade.”

Fonte: GamesRadar+

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Publicado por:
Rodolfo Fidelis

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