1666: Amsterdam não terá nenhum asset gerado por inteligência artificial em sua versão final. A promessa foi reforçada pelo próprio Patrice Désilets, criador da franquia Assassin’s Creed e fundador da Panache Digital Games, em um evento recente com a imprensa. A declaração vem na esteira de uma polêmica gerada logo após o lançamento da demo gratuita do jogo na Steam: jogadores de olho afiado identificaram pinturas geradas por IA entre os assets visuais do título.
A demo havia sido disponibilizada logo após a grande revelação do jogo no Summer Game Fest, e a reação da comunidade foi rápida. Diante das críticas, Désilets não apenas pediu desculpas, mas garantiu que o problema já foi corrigido: todas as pinturas que compõem o cenário do jogo são agora, segundo ele, “reais“. O desenvolvedor afirmou ter instruído seu ilustrador a “garantir que tudo estivesse livre” de conteúdo gerado por IA assim que os assets problemáticos foram sinalizados pelo público.
Em sua explicação, Désilets foi transparente sobre como o uso de ferramentas de IA se infiltrou no pipeline de desenvolvimento do estúdio durante as fases iniciais do projeto. Para uma equipe pequena, a tecnologia funcionava como um atalho para geração de variações visuais em larga escala. “Eu posso pedir para a IA me dar 75 variações diferentes de uma coisa. Não consigo ter 75 ilustradores diferentes criando variações em três segundos. Este é o mundo em que vivemos, e somos essa equipe pequena construindo o jogo“, explicou o desenvolvedor.
O problema, segundo ele, foi justamente a familiaridade excessiva com o material. “A gente nem percebia mais que era IA, porque estávamos acostumados a ver aquilo”, admitiu. Esse hábito fez com que alguns desses assets passassem despercebidos internamente e chegassem à demo pública sem o refinamento necessário. “Sinto muito por isso. Mas sendo honesto, fazíamos isso dois, três anos atrás, todos nós mesmos. E quando lançamos a demo, houve um deslize. Isso não vai mais acontecer”, completou Désilets.
O desenvolvedor também deixou claro que o estúdio não abandona completamente o uso de IA como ferramenta de teste interna, o que muda é o compromisso de que nenhum desse material chegará ao produto final. “Vivemos em um mundo cheio de IA. Vamos ser honestos”, disse ele. “Mas havia alguns aspectos que não retocamos o suficiente no pipeline, e desde então nos certificamos de que não haverá nenhum uso de IA em lugar algum no jogo.”
1666: Amsterdam é um action-adventure de temática sombria ambientado no século XVII, com elementos roguelike, habilidades são randomizadas e resetam a cada morte da protagonista. O jogo entra em early access no dia 25 de agosto, disponível para download e compra no PC via Steam.
Fonte: GamesRadar
Wendel Bezerra e Alfredo Rollo estão entre os nomes associados à versão nacional, mas o… Ver mais
Splatoon Raiders lidera os novos exclusivos com 2,42 milhões de cópias. Ver mais
A empresa ampliará os investimentos a partir de abril de 2027, enquanto o PS5 se… Ver mais
O primeiro Switch precisou de 22 meses para alcançar essa mesma marca. Ver mais
Emulador Lichii consegue executar o remake, enquanto um projeto independente tenta criar uma versão nativa… Ver mais
Fãs identificaram referências ao Eye of Magnus e à Ordem Psijic, além de pistas sobre… Ver mais