Shigeru Miyamoto, o veterano da Nintendo associado à criação de Mario, admitiu em entrevista que não sabe exatamente por que o bigodudo vende tanto e que, no fundo, já fez a si mesmo essa mesma pergunta. A declaração veio durante uma conversa com a Famitsu em que Miyamoto foi questionado sobre o apelo global das principais franquias da Nintendo.
Quando perguntado o que torna esses personagens tão amados ao redor do mundo, Miyamoto respondeu de forma bem-humorada: “Eu queria que alguém me dissesse”, acompanhado de uma risada. Ele então reconheceu que ouve com frequência a pergunta que muita gente faz nos bastidores da indústria. “Sempre ouço as pessoas dizerem ‘por que um velhinho bigodudo como Mario vende tão bem?'”, contou. “Embora eu ache isso rude, sinceramente já tive o mesmo pensamento. ‘Por que esse velho vende tão bem?'”
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O mistério do encanador mais famoso do mundo
A observação de Miyamoto não é sem fundamento. A Nintendo tem em seu elenco personagens como Link, de The Legend of Zelda, e Samus Aran, de Metroid, figuras que carregam uma aura heroica e fisicamente imponente. Mario, em contrapartida, é um encanador atarracado, de meia-idade, com um bigode exuberante. Ele não tem a elegância de Link e Samus. E, mesmo assim, é o mascote mais reconhecível dos videogames.
O próprio Miyamoto co-criou o personagem ao lado do artista Yoichi Kotabe, e ainda assim diz não compreender por completo o magnetismo da criação. A Nintendo tem outros mascotes visivelmente simpáticos, com Pikachu, Kirby e os Pikmin sendo exemplos de personagens com um apelo visual imediato, formas arredondadas e expressões que convidam o jogador. Mario é diferente. O charme dele é outro.
A resposta de Miyamoto
Depois de toda a reflexão, Miyamoto ofereceu uma explicação direta para o fenômeno. “A resposta simples que cheguei é que ele é embalado com jogos incrivelmente divertidos”, disse o criador. A frase soa quase modesta demais para descrever décadas de títulos que definiram gerações, de Super Mario Bros. nos anos 80 até os lançamentos mais recentes, mas captura algo genuíno: o personagem e a experiência de jogo são inseparáveis. Mario não existe sem a plataforma, o salto e o level design. É o jogo que vende o personagem, não o contrário.
Fonte: GamesRadar+