Backrooms
Hideo Kojima voltou a fazer o que melhor sabe além de criar jogos: dar sua opinião sobre cultura pop no Twitter. Desta vez, o alvo foi Backrooms, o fenômeno de horror de 2026 que vem surpreendendo o mercado cinematográfico.
Em postagem no X, Kojima declarou estar “impressionado” com o longa e traçou uma comparação inusitada e bastante reveladora vinda de quem viveu a era de ouro dos videogames.
“Estou impressionado”, escreveu o criador de Metal Gear e Death Stranding. “Me lembra os jogos pseudo-3D da era 2D, lá no início dos RPGs e do Family Computer (NES), antes dos polígonos e texturas existirem… Aquela sensação de confinamento. Aquela sensação de ansiedade. Ambas são revividas aqui em live-action. A direção de arte é inteligente, incorporando elementos de arte, arquitetura e psicologia.”
Backrooms estreou nos cinemas em 29 de maio de 2026 e, desde então, não parou de surpreender. Com um orçamento de apenas US$ 10 milhões, o filme já arrecadou mais de US$ 330 milhões em todo o mundo, um desempenho notável para qualquer produção, que se torna ainda mais impressionante quando se considera que é o primeiro longa-metragem de Kane Parsons, diretor de apenas 21 anos. Em meados de julho, o filme chegou ao formato digital, embora ainda não tenha estreado no Japão, o que explica Kojima ter comentado sobre o título com um certo atraso em relação ao resto do mundo.
A origem de Backrooms remonta a 2019, quando a lenda urbana foi postada originalmente no 4Chan, publicação essa que não foi feita por Parsons. O diretor, no entanto, foi quem expandiu o universo da história por meio de uma web series no YouTube, aprofundando o conceito dos espaços liminares, ambientes vazios e familiares que geram uma sensação de estranhamento e perigo. No filme, a premissa acompanha um funcionário de uma loja de móveis que encontra uma passagem secreta dando acesso a uma rede interminável de quartos interligados.
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O sucesso do longa levou Parsons a lançar, no mês passado, um corte estendido batizado de Backrooms: Everything Must Go Edition. A versão chega a 2 horas e 6 minutos e inclui material extra que o próprio diretor editou no seu laptop. Uma abordagem que ele mesmo descreveu como similar ao processo de seus projetos no YouTube. Não à toa, os grandes estúdios de Hollywood já estão de olho em Parsons, disputando sua atenção para os próximos projetos.
Kojima não é o único a ficar de queixo caído com o resultado. O nome de Kane Parsons está cada vez mais em evidência na indústria, e Backrooms se consolida como um dos casos mais curiosos do cinema recente: uma lenda de internet nascida em fórum anônimo que virou um dos maiores hits do ano nas bilheterias.
Fonte: GamesRadar
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