A Lionsgate pode estar prestes a mudar de dono e o nome que aparece com mais força nas conversas é o da Netflix. De acordo com o portal Semafor, o streaming está avaliando uma possível aquisição do estúdio, embora ainda não tenha formalizado nenhuma proposta. A movimentação acontece logo após a Netflix deixar escapar a tentativa de compra da Warner Bros. Discovery, negócio considerado caro demais ou complicado demais para avançar.
Segundo o relatório, outras partes também estariam de olho na Lionsgate, mas fontes ligadas ao assunto enxergam a Netflix como uma das candidatas mais realistas a fechar um acordo. A lógica é direta: após passar também pelo radar da Roku sem disparar nenhum gatilho, o streaming estaria em busca de um ativo grande o suficiente para fazer diferença, mas a um preço que faça sentido estratégico.
A possibilidade de a Lionsgate ser vendida já circulava pelo mercado há algum tempo. Um relatório da Bloomberg publicado em 2024 revelou que um investidor havia adquirido uma participação no estúdio e pressionava por alternativas estratégicas, incluindo uma venda. A liderança da empresa, conforme noticiado à época, estava aberta à ideia. O contexto ajudava a explicar esse estado de espírito: 2024 foi um ano especialmente difícil para a Lionsgate nas bilheterias, com uma sequência de fracassos que incluiu O Corvo, Borderlands, Megalópolis, Não Solte! e Guerra Sem Regras.
O cenário, porém, mudou consideravelmente em 2025 e 2026. Michael está a caminho de superar a marca de US$ 1 bilhão de arrecadação mundial, enquanto A Empregada surgiu como uma surpresa comercial expressiva, faturando mais de US$ 400 milhões globalmente e gerando uma sequência que deve entrar em produção ainda este ano. O estúdio chega a uma eventual negociação com a cabeça erguida.
Parte central do apetite da Netflix pela Lionsgate passa, evidentemente, pelo seu portfólio de franquias. O estúdio detém propriedades intelectuais como Jogos Vorazes, John Wick, Jogos Mortais, Crepúsculo, Os Mercenários e Trque de Mestre, IPs com bases de fãs consolidadas e enorme potencial de expansão via spin-offs, sequências e séries de televisão. Para uma plataforma que compete globalmente por conteúdo original de peso, esse tipo de catálogo tem valor óbvio e imediato.
Por ora, nenhuma oferta formal foi apresentada, e a negociação segue em estágio exploratório. Mas todos os sinais indicam que essa história ainda tem muito capítulo pela frente.
Fonte: Semafor
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