Bloodborne
Bloodborne rodando em 4K nativo, sem os infames problemas de frame pacing e ainda ultrapassando a marca dos 100 FPS no PlayStation 5. Isso não é um patch oficial da Sony nem um remaster da FromSoftware, é obra de uma modder, e o resultado escancarou o quanto a fabricante japonesa está desperdiçando o potencial do próprio console.
Em um vídeo publicado esta semana no YouTube, os especialistas do canal Digital Foundry exibiram o que é, na prática, o remaster de Bloodborne no PS5 que a Sony e a FromSoftware aparentemente não têm interesse em lançar. O mod foi desenvolvido por Christina e roda em um retail unit exploitável. A intervenção técnica foi surpreendentemente pequena: o jogo foi patcheado para utilizar os 4GB de RAM extras do sistema e forçar os clocks de CPU e GPU sempre no máximo, algo que normalmente não acontece em jogos rodando via retrocompatibilidade.
Com esses 4GB de RAM adicionais disponíveis, Bloodborne passa a rodar em 4K nativo com 30 FPS travados e, desta vez, sem nenhum dos horríveis problemas de frame pacing presentes na versão original. O mod ainda aplica otimizações de light grid global illumination e remove a aberração cromática, o que torna os artefatos visuais, ainda existentes por limitações de anti-aliasing, bem menos incômodos. O resultado se aproxima bastante de um remaster oficial.
Reduzindo a resolução para 1440p e ativando o VRR em 120Hz, o cenário fica ainda mais interessante: com o framerate desbloqueado, o jogo geralmente roda acima de 60 FPS, chegando à faixa dos 70 FPS, o que reduz o input lag, fator crítico em um game de ação tão exigente como este. Em cenas com volumetria pesada, a taxa pode cair abaixo dos 60 FPS, mas se mantém acima dos 48 FPS, permanecendo dentro da janela de VRR do PS5. Já em 1080p, Bloodborne atinge a faixa dos 100 FPS, entregando a experiência mais fluida já registrada do jogo em console.
O que torna tudo isso ainda mais difícil de engolir é o fato de que toda essa performance foi alcançada com modificações mínimas e zero intervenção dos desenvolvedores originais. A retrocompatibilidade do PS5 com o PS4 é funcional, mas a Sony nunca deu um passo além e jogos da geração anterior simplesmente não têm acesso ao poder extra do hardware novo para entregar resoluções ou taxas de quadro aprimoradas de forma nativa.
Fonte: Wccftech
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