Resident Evil Requiem
Resident Evil Requiem foi, sem dúvida, um dos casos mais polêmicos do primeiro contato do público com o NVIDIA DLSS 5. A tecnologia, exibida em ação no jogo da Capcom, gerou críticas generalizadas por alterar o visual de Grace, a protagonista do título. Em entrevista ao Eurogamer, o produtor Masato Kumazawa preferiu não comentar diretamente o envolvimento da equipe no showcase controverso, mas suas declarações deixam claro que qualquer tecnologia capaz de interferir na intenção artística do projeto passará por um escrutínio muito mais rigoroso daqui para frente.
O produtor, no entanto, encontrou um ângulo positivo na reação dos fãs. “O fato de muitos jogadores terem comentado que realmente gostaram do design original da Grace e não queriam vê-lo alterado foi positivo”, disse Kumazawa-san. “Significou que acertamos no design e aponta para o fato de que a Grace rapidamente se estabeleceu como uma favorita dos fãs, que as pessoas tinham opiniões tão fortes sobre a aparência dela.”
A boa recepção de Grace entre o público, porém, não cria uma obrigação para a franquia. O diretor de jogo Koshi Nakanishi deixou claro que a Capcom não pretende adotar regras fixas sobre o elenco. “Não é uma regra rígida que, sempre que criamos um novo jogo e decidimos lançá-lo aqui, tenhamos que envelhecer todos os personagens para que combinem com a idade ou algo do tipo”, afirmou Nakanishi.
A equipe também não sente “a necessidade de substituir seus rostos mais reconhecíveis por personagens mais jovens”, especialmente quando designs clássicos continuam sendo bem recebidos mesmo após o envelhecimento natural dos personagens na linha do tempo da saga.
Para ilustrar o ponto, Nakanishi citou diretamente um dos ícones da franquia: “Acho que Leon é realmente cativante em sua forma atual“, disse o diretor, “e quem sabe, poderíamos trazê-lo de volta quando ele tiver 70 anos, e tenho certeza de que ele ainda seria um grande personagem.”
O caso de Resident Evil Requiem não foi isolado. A estreia pública do NVIDIA DLSS 5 recebeu uma recepção mista, pendendo mais para o negativo. Enquanto o jogo da Capcom foi quase universalmente criticado no contexto da tecnologia, outros títulos, como Starfield, pareceram aproveitá-la de forma mais satisfatória, com muitos descrevendo o resultado como transformador.
Apesar da onda de críticas, a tecnologia não deve ser abandonada. O diretor de Kingdom Come: Deliverance, Daniel Vávra, argumentou que as opiniões negativas generalizadas não vão barrar o DLSS 5, classificando a ferramenta como algo que não se enquadra na categoria de “AI Slop”.
Segundo ele, os desenvolvedores poderão treinar seus próprios modelos para ajustá-la conforme a identidade visual de cada projeto, o que, no contexto do caso Resident Evil Requiem, sugere que o problema visto no showcase pode ser mais de implementação do que de limitação estrutural da tecnologia.
Fonte: Wccftech
Wendel Bezerra e Alfredo Rollo estão entre os nomes associados à versão nacional, mas o… Ver mais
Splatoon Raiders lidera os novos exclusivos com 2,42 milhões de cópias. Ver mais
A empresa ampliará os investimentos a partir de abril de 2027, enquanto o PS5 se… Ver mais
O primeiro Switch precisou de 22 meses para alcançar essa mesma marca. Ver mais
Emulador Lichii consegue executar o remake, enquanto um projeto independente tenta criar uma versão nativa… Ver mais
Fãs identificaram referências ao Eye of Magnus e à Ordem Psijic, além de pistas sobre… Ver mais