A Remedy Entertainment tem um problema de alcance, e o novo CEO do estúdio não receio em admitir isso. Em entrevista ao portal The Game Business, Jean-Charles Gaudechon afirmou que franquias como Alan Wake e Control simplesmente “deveriam ter vendido mais“, e colocou a expansão do público como prioridade máxima antes mesmo de pensar em novos jogos.
Gaudechon assumiu o comando da Remedy em março, e a nomeação gerou ceticismo imediato entre os fãs do estúdio finlandês. O currículo dele inclui quase cinco anos na EA, com foco nas versões de PC e mobile do FIFA. Para quem torce por jogos single-player autorais e de nicho, a chegada de um executivo com esse histórico levantou bandeiras vermelhas. O próprio CEO reconheceu o clima na entrevista.
“A Remedy é um dos poucos estúdios genuinamente apoiados pelos jogadores“, disse Gaudechon. “Até o meu anúncio foi algo que adorei, porque as pessoas estavam protegendo a Remedy. Quando fui anunciado, pessoas da indústria e amigos próximos me mandaram mensagens dizendo coisas como: ‘JC, que incrível. Parabéns.’ E a mensagem terminava: ‘Não estrague tudo. Amamos tanto a Remedy. Não estrague tudo.’ Isso mostra o quanto as pessoas amam a Remedy.”
Com Alan Wake 2 levando mais de um ano para dar lucro e os remakes de Max Payne e Max Payne 2, anunciados há quatro anos, ainda sem qualquer material novo divulgado, é nesse cenário que Gaudechon defende uma mudança de postura na forma como a empresa gerencia suas propriedades intelectuais. Para ele, maximizar o potencial das IPs existentes precisa vir antes da criação de novos projetos.
“Control, Alan Wake etc. poderiam dar muito mais. Existe uma visão de pensar maior para algumas dessas IPs, que precisam encontrar seu público muito, muito além do atual. É muito empolgante. É uma pena, acho que Alan Wake deveria ter vendido mais. Control deveria ter vendido mais. Para mim, essa é uma das primeiras coisas que precisamos corrigir, até antes de tentar criar mais jogos em certa medida. Primeiro de tudo, maximizar o potencial dos que já temos, porque eles são incríveis. E a expansão de mídia vai nos ajudar a fazer isso.”
A estratégia para ampliar o alcance das franquias passa diretamente pela parceria estratégica firmada com a Annapurna em 2024, voltada para adaptações em TV e cinema de Control e Alan Wake. Gaudechon vê esse acordo como um caminho para atingir um público que, hoje, simplesmente não conhece os jogos do estúdio.
“Precisamos pensar mais em como estamos abordando nossas IPs como franquias. Como fazemos a comunidade crescer? [Nosso acordo com a] Annapurna entra em jogo para fazer nossos jogos e nossas franquias brilharem ainda mais e alcançarem um público que hoje não existe”, explicou.
Fonte: IGN
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