Mina the Hollower, o mais novo título da Yacht Club Games, estreou com tudo no Metacritic e já ostenta o maior Metascore do ano: um expressivo 92. Com isso, o jogo desbancou Forza Horizon 6, que até então liderava o ranking de 2026 com uma nota 91.
O resultado coloca Mina the Hollower acima de outros lançamentos relevantes do ano. Pokemon Pokopia e Resident Evil Requiem aparecem logo atrás, ambos com 89, seguidos por Mewgenics e 007 First Light com 88 cada, e Saros fechando o grupo com 87.
O que a crítica está dizendo
A recepção da imprensa internacional foi, de forma geral, entusiasmada. A IGN foi a mais generosa, entregando uma nota perfeita de 10/10 e destacando o alto nível de execução do estúdio: “Mina alcança os mesmos patamares em ação e estilo que suas impressionantes inspirações — Zelda, Castlevania e os RPGs da FromSoft — atingem com regularidade, e com muito menos recursos”.
A GameSpot, com 9/10, foi na mesma direção e argumentou que o jogo “supera os limites da mera homenagem ou do resgate retrô para se tornar algo novo, fresco, inventivo e empolgante”. Já a Game Informer atribuiu 8.75/10 e pontuou que “Mina the Hollower parece um retorno nostálgico, mas seu design cuidadoso e suas ideias mais amplas fazem com que ele pareça como um videogame contemporâneo — que extraiu as lições certas da história do meio”.
A nota mais baixa foi um 8/10 do Gamekult, o qual elogia o level design, sistemas e direção de arte do jogo, mas afirma que “Mina The Hollower às vezes exagera em decisões de design frustrantes”, como como alto nível de dificuldade e backtracking exagerado, o que acaba prejudicando o ritmo da experiência.
Um momento decisivo para a Yacht Club Games
As notas elevadas chegam em um momento de particular importância para a Yacht Club Games. Embora o estúdio tenha construído uma reputação sólida com a franquia Shovel Knight, o alcance comercial das produções foi diminuindo ao longo do tempo. No ano passado, o cofundador Sean Velasco declarou abertamente que o lançamento de Mina the Hollower era “definitivamente decisivo para o estúdio”, com o jogo precisando se converter em vendas concretas para garantir a continuidade da empresa.
A aclamação da crítica é um ponto de partida promissor, mas o desempenho comercial ainda está por ser avaliado. O que está claro, por enquanto, é que a Yacht Club Games entregou aquilo que prometia: um título que bebe das fontes de Zelda, Castlevania e dos jogos da FromSoftware, mas que constrói uma identidade própria no processo.