O diretor de Final Fantasy 7 Rebirth, Naoki Hamaguchi, avaliou o crescente sucesso dos RPGs híbridos. aqueles que misturam combate por turnos com elementos de ação em tempo real, e concluiu que esse movimento pode ter sido algo “inevitável” dentro da indústria.
O ponto de partida da discussão é o sucesso de Clair Obscur: Expedition 33, da Sandfall Interactive, que conquistou tanto o público quanto a crítica com um sistema que combina a lógica estratégica dos turnos com elementos em tempo real, como aparar ataques inimigos e executar combinações com timing preciso.
Segundo ele, jogos de ação se tornaram cada vez mais mainstream ao longo dos anos. Com isso, os JRPGs passaram a ser crescentemente tratados como “gêneros legados”. Ainda assim, o diretor faz questão de defender as qualidades intrínsecas do formato por turnos: “Jogos em que você avalia a situação, contempla seus movimentos e constrói a partir das decisões que toma são profundamente universais, intimamente ligados à própria natureza do pensamento humano”, argumenta.
A virada, no entanto, vem da observação dos hábitos das novas gerações. “Quando olhamos para jogadores mais jovens, eles favorecem cada vez mais experiências em tempo real nos jogos. Acredito que são uma geração naturalmente acostumada a receber feedback instantâneo após um input”, afirma Hamaguchi. “Com esse contexto em mente, pode ter sido inevitável que jogos por turnos que incorporam tomada de decisão em tempo real por meio de elementos de ação ganhassem proeminência. Acho que isso reflete o desejo dos jogadores tanto pela emoção da estratégia quanto pela imediação da resposta.”
Final Fantasy 7 Remake e Rebirth optaram por preservar alguns elementos estratégicos do jogo original enquanto inclinavam a balança para o combate de ação, na linha do que já havia sido feito em Final Fantasy 15 e 16. Mas Hamaguchi reforça que os próximos jogos da franquia não estão obrigados a seguir a mesma fórmula, ou qualquer fórmula de ação. A lógica, segundo ele, é que “quando algo funciona bem, pensamos constantemente em maneiras de levar esses elementos para o próximo título”.
Sobre o Remake especificamente, o diretor revela a preocupação que havia na equipe à época: “Estávamos preocupados que mudar para um RPG totalmente baseado em ação reduziria o espaço para o pensamento estratégico e a tensão momentânea de escolher comandos que estavam presentes no jogo original.” A trilogia Final Fantasy 7 acabou se tornando uma experiência de action RPG em sua essência, mas Hamaguchi pede que isso não seja lido como a palavra final sobre o destino dos RPGs. Para ele, o momento atual representa “uma mudança direcional em nossa atenção e discurso em relação aos RPGs coincidindo com este momento atual, em vez de uma mudança repentina nos próprios RPGs”.
Fonte: GamesRadar
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