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Estúdio de One Piece pede ajuda ao governo japonês para combater a pirataria de animes

A Toei Animation, estúdio por trás de franquias globais como One Piece, Dragon Ball e Sailor Moon, foi ao coração do poder político japonês para cobrar ação concreta contra a pirataria. No dia 3 de abril, durante uma grande discussão sobre o futuro da indústria do anime realizada dentro da Câmara dos Representantes do Japão, executivos de alguns dos maiores estúdios de animação do país alertaram que a pirataria continua sendo um dos principais obstáculos para que o anime atinja seu verdadeiro potencial global.

O porta-voz mais contundente do evento foi Kiichiro Yamada, diretor-gerente sênior da Toei Animation. Para ele, o problema vai além de perdas financeiras pontuais, pois a pirataria corrói diretamente as vendas de licenciamento legítimo no exterior, que representam hoje a maior fatia da receita do setor. “As medidas antipirataria são necessárias”, afirmou Yamada, defendendo que o suporte governamental é indispensável para proteger os direitos de propriedade intelectual do anime em escala internacional.

O diretor também destacou que, apesar da popularidade mundial do anime, o conteúdo japonês ainda representa apenas cerca de um de um décimo quinto do mercado global de animação, um dado que, na visão dele, evidencia o imenso espaço de crescimento que a indústria ainda tem pela frente.

Os números apresentados no evento mostram por que o tema é tratado com tanta urgência. Segundo o relatório, a receita do anime no exterior já atingiu 13 bilhões de dólares, superando as vendas domésticas pela primeira vez na história. Além disso, o anime já responde por cerca de um terço de toda a receita de conteúdo japonês exportado.

O cenário é ainda mais ambicioso quando se olha para o horizonte, pois a indústria de conteúdo do Japão como um todo mira 130 bilhões de dólares em vendas no exterior até 2033, com o anime sendo responsável por aproximadamente 37 bilhões de dólares desse total.

Para que essas metas sejam alcançadas, porém, múltiplos palestrantes do evento apontaram que mudanças estruturais são inevitáveis, entre elas, a melhoria das condições de trabalho, o desenvolvimento de novos talentos, a expansão da infraestrutura internacional e, sobretudo, um combate mais efetivo à pirataria em escala global.

A pressão do setor sobre o governo não surge do nada. O Japão registrou uma perda de 38 bilhões de dólares com a pirataria de anime, mangá e games somente em 2025. Em resposta, o governo japonês já deu um primeiro passo concreto e está investindo 650 mil dólares na construção de um sistema de inteligência artificial capaz de identificar páginas de mangá pirateadas e rastrear onde estão sendo distribuídas.

Fonte: Dexerto

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coca

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