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Xbox planeja novas aquisições para expandir áreas onde o crescimento orgânico é “lento demais”

O Xbox pode estar de volta ao jogo das aquisições. Em um extenso comunicado divulgado pela nova liderança da marca, a CEO Asha Sharma e o vice-presidente executivo Matt Booty sinalizaram que fusões e compras de estúdios voltam a fazer parte da equação estratégica da divisão de games da Microsoft. A frase que chamou atenção foi direta: o Xbox vai “usar M&A de forma deliberada para acelerar o crescimento onde os caminhos orgânicos são lentos demais”. M&A é a sigla em inglês para Mergers and Acquisitions – fusões e aquisições.

A declaração vem em um contexto carregado de história recente. A última grande aquisição do Xbox foi a da Activision Blizzard, um processo que se arrastou por quase dois anos completos e só foi finalizado no final de 2023. Desde então, silêncio total no campo das compras. O desgaste regulatório foi real: a negociação enfrentou bloqueios tanto da CMA (autoridade de concorrência do Reino Unido) quanto da FTC (órgão equivalente nos Estados Unidos), transformando o que deveria ser uma expansão estratégica em uma batalha jurídica de longa data.

Considerando os últimos anos, é difícil acreditar que seja uma operação do porte da Activision Blizzard. O desgaste do processo anterior provavelmente já é argumento suficiente internamente, sem contar que tentar engolir mais um conglomerado de peso chamaria atenção imediata dos mesmos órgãos reguladores que tanto complicaram a vida da Microsoft nos últimos anos. 

O cenário mais realista aponta para estúdios menores. Ao longo dos anos, o Xbox construiu boa parte do seu portfólio atual exatamente assim: com aquisições cirúrgicas de estúdios independentes e médios, como Ninja Theory e Double Fine. Esse modelo é menos arriscado do ponto de vista regulatório e permite agregar talentos e propriedades intelectuais específicas sem acionar o radar antitruste.

Asha Sharma e Matt Booty deixaram claro que essa é uma das prioridades centrais para o futuro da marca, e que a decisão de comprar ou não dependerá de quanto o crescimento orgânico consegue entregar. Com uma lista já extensa de estúdios first-party sob o guarda-chuva do Xbox, a questão real é se há lacunas criativas ou estratégicas que só uma aquisição externa conseguiria preencher.

Fonte: Pure Xbox

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Publicado por:
Vinicius Silva Dias
Tags: XBOX

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