Samson, o mais novo jogo do criador de Just Cause, vinha chamando atenção nos últimos meses por sua proposta que mistura o mundo do crime com corridas em alta velocidade, algo que lembrou muitos jogadores da finada franquia Driver. Após um longo período de espera, o título finalmente foi lançado para PC.
Com a chegada ao mercado, o preço também foi revelado: Samson está disponível por R$ 69,99. Além disso, as primeiras análises começaram a ser publicadas e infelizmente não são animadoras. No momento, o jogo encontra-se atualmente com uma média de 53 no MetaCritic.
As análises de Samson apontam para um jogo com ideias interessantes e uma proposta mais contida e “old school”, que pode até soar refrescante em meio aos mundos abertos inflados atuais, mas que falha gravemente na execução. Embora alguns críticos reconheçam potencial e momentos divertidos, especialmente quando tudo funciona, o lançamento é marcado por bugs, gameplay datado e pouco refinado, combate e direção insatisfatórios e uma narrativa inconsistente.
Samson é exatamente aquilo que se propõe a ser. Seu escopo e escala limitados certamente afastarão algumas pessoas, especialmente porque essa contenção pode tornar seus elementos mais fracos mais evidentes. Ainda assim, há algo genuinamente refrescante em sua abordagem simples e direta, em uma era em que tantos jogos de mundo aberto parecem determinados a ser o maior e mais demorado possível.
Samson: A Tyndalston Story remete ao final dos anos 90 e início dos anos 2000 em termos de atmosfera e condução da narrativa. O que é ótimo, apesar de às vezes soar um pouco excessivamente “grimdark”. Eu só gostaria que seu gameplay fosse um pouco mais como algo de 2026.
Desde atropelar inimigos em perseguições de carro e espancar criminosos rivais até se esconder e fugir para limpar o nível de “Procurado”, há vários momentos que lembram as inspirações e ambições de Samson. Infelizmente, o resultado final se resume a uma aproximação bugada e pouco empolgante do gênero de ação criminal em mundo aberto.
O título de estreia da Liquid Swords, Samson, tem potencial para um dia se tornar uma experiência double-A extremamente sólida. Com um preço acessível de US$ 25 e bases promissoras, mesmo em seu estado problemático, é possível enxergar a visão do que o jogo pode vir a ser e o quanto ele é divertido quando tudo funciona como deveria. Mas, no lançamento, essa simplesmente não é a realidade, e pagar US$ 25 por qualquer coisa ainda é jogar dinheiro fora se o produto já chega quebrado. Um dia, haverá bons motivos para recomendar que você compre Samson: A Tyndalston Story. Mas não no dia do lançamento.
Este jogo parece uma coleção de boas ideias que nunca chegam a se encaixar de fato. Dá para perceber o que os desenvolvedores tentaram fazer, mas parece que não tiveram os recursos necessários para dar vida a isso de forma adequada.
Samson: A Tyndalston Story simplesmente não funciona. Com um pedigree tão forte quanto o da Liquid Swords, responsável por Mad Max e Just Cause, a execução deixa a desejar tanto na narrativa quanto na jogabilidade. Os carros não são agradáveis de dirigir, e o combate corpo a corpo é travado e desajeitado.
Não sinto nenhum prazer em detonar o jogo de estreia de um estúdio, mas minimizar as falhas fundamentais de Samson seria deturpá-lo. Eu poderia dizer que você talvez goste do jogo se moderar suas expectativas, ou que ele vai melhorar quando a Liquid Swords corrigir seus bugs devastadores, ou até que, sob sua jogabilidade repetitiva e história sem graça, exista um coração pulsante de paixão, mas a realidade é que Samson é mais do que apenas um jogo mediano com problemas. É uma experiência sem alma, sem graça e derivativa, e eu não recomendaria jogá-lo a menos que você esteja sendo pago para isso.
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