De Pickmon a Pickmos: jogo muda de nome após acusações de plágio

Estúdio justifica novo nome com base na “lore” e passa a confrontar acusadores em meio a denúncias de plágio.

O jogo Pickmos, anteriormente chamado de Pickmon, está no centro de duas polêmicas simultâneas: a mudança de nome repentina, que levantou suspeitas sobre problemas legais, e um escândalo de plágio que tomou um rumo bastante agressivo por parte da desenvolvedora PocketGame.

A mudança de nome e a justificativa oficial

Em comunicado divulgado no Steam e no Twitter, a PocketGame explicou que a troca de Pickmon para Pickmos serve para “melhor se alinhar com a identidade da nossa marca e a nossa lore”. Segundo os desenvolvedores, o sufixo “mos” representaria “um ecossistema completo” e um “grande Cosmos”, e o novo nome “transmite uma presença mais poderosa, funcionando como um recipiente melhor para a aventura de fantasia que estamos construindo para vocês”.

A justificativa, no entanto, soa estranha por um detalhe que o próprio comunicado revela: as criaturas do jogo continuarão se chamando Pickmon. Ou seja, o nome do jogo mudou, mas os personagens que provavelmente motivaram a escolha original do título seguem com a nomenclatura antiga. Isso fez crescer as especulações de que a mudança teria sido motivada por potenciais problemas legais, e não por uma decisão criativa genuína.

Do recuo às ameaças: a virada na postura da PocketGame

Paralelamente, as acusações de plágio contra o estúdio vinham rendendo uma postura inicialmente conciliatória da PocketGame. Respondendo às críticas, a equipe havia prometido ajustes: “Nossa equipe recebeu o seu feedback e vamos adaptar esses pontos como você sugeriu”. Em outra resposta, o time reforçou: “Nosso Diretor de Arte recebeu o seu feedback. Estamos trabalhando para modificar o estilo artístico agora”.

Nos últimos dias, porém, essa postura mudou completamente. A desenvolvedora passou a exigir provas formais dos acusadores, questionando: “Nossos designs são gerenciados por uma equipe profissional que cuida de todos os registros de marcas. Nossa equipe pesquisou o banco de dados do USPTO e não encontrou registro desses designs para as criaturas mostradas”, comentou o estúdio ao ser acusado de copiar artes da comunidade.

O caso piorou quando a PocketGame se dirigiu diretamente ao criador das fan arts supostamente copiadas. O desenvolvedor “aconselhou” o artista a parar de usar o logo de Pokémon em seus trabalhos, classificou as informações fornecidas por ele como “insuficientes” e ainda acrescentou: “Como publisher, não estamos em posição de determinar se há base para difamação ou violação”. Na prática, o estúdio passou a fazer pressão sobre um artista amador que alega ter encontrado seus personagens dentro de um jogo comercial, e agora se vê ameaçado justamente por quem parece tê-los utilizado sem autorização.

Fonte: GamesRadar

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