O mercado de computadores pessoais começou 2026 com um leve respiro, mas os sinais para os próximos meses não são animadores. Dados recentes da IDC indicam que os envios globais de PCs cresceram 2,5% no primeiro trimestre, mesmo em meio à crise global de memória.
O avanço foi puxado principalmente por regiões como Ásia-Pacífico e EMEA (Europa, Oriente Médio e África), que registraram altas de 4,3% e 7,4%, respectivamente. Já o desempenho nas Américas seguiu na contramão: houve uma queda de 3,3% nos envios, mostrando que o crescimento global não foi uniforme.
Segundo a análise, o aumento registrado no início do ano foi impulsionado por fatores como a expectativa de alta nos preços de componentes, a transição de usuários do Windows 10 e o lançamento de novos produtos. Ainda assim, o cenário econômico e os custos elevados parecem ter pesado mais em mercados como o americano.
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A tendência, inclusive, é de piora. A IDC alerta que a combinação de escassez de componentes e deterioração econômica já começa a impactar o setor, com desaceleração visível em várias regiões. A expectativa é de queda nos envios ao longo de 2026, à medida que os preços dos sistemas continuam subindo.
“Embora tenham registrado crescimento positivo neste primeiro trimestre de 2026, a escassez de componentes e a deterioração das condições econômicas começaram a impactar o mercado de PCs, como ilustrado pela forte queda nas tendências de crescimento em todas as regiões. A IDC acredita que o restante do ano verá um declínio ainda maior nas remessas de PCs, à medida que os preços dos sistemas continuam a subir.”
“O conflito no Oriente Médio adicionou uma nova camada de volatilidade a um mercado de dispositivos de computação já fragilizado, pressionando a logística global por meio de uma faca de dois gumes: o aumento dos custos de energia e a alta dos fretes”, disse Isaac Ngatia, analista sênior de pesquisa da IDC Devices Research.
Outro fator que agrava a situação é o impacto geopolítico. Tensões no Oriente Médio têm pressionado a logística global, elevando custos de energia e transporte. Rotas marítimas seguem instáveis, especialmente entre Ásia e Europa, enquanto o transporte aéreo, alternativa mais rápida, também encareceu. Esses custos acabam sendo repassados ao consumidor final.
No ranking de fabricantes, a Lenovo liderou os envios no período, com 16,5 milhões de unidades. A HP ficou em segundo lugar (12,1 milhões), seguida pela Dell (10,3 milhões). Apple e Asus completam o top 5, com números bem abaixo das líderes.
Fonte: PC Gamer
