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“Não é um filtro”: NVIDIA afirma que criadores terão controle artístico total sobre o DLSS 5

 

A NVIDIA anunciou hoje o DLSS 5, a evolução da sua tecnologia que promete trazer iluminação por IA de uma forma revolucionária. No entanto, os resultados têm gerado debate, com muitos usuários afirmando que acabou prejudicando a arte dos jogos.

Agora, a NVIDIA trouxe novos detalhes sobre como os desenvolvedores poderão controlar o impacto do DLSS 5, enfatizando que os estúdios manterão total autoridade artística sobre a forma como o sistema afetará seus jogos.

Segundo a empresa, a nova abordagem de renderização baseada em IA foi projetada para aprimorar o realismo da iluminação, ao mesmo tempo em que permite que os desenvolvedores preservem a identidade visual única de seus projetos.

“É importante observar que, com esse avanço tecnológico, os desenvolvedores de jogos terão controle artístico completo e detalhado sobre os efeitos do DLSS 5, garantindo que possam manter a estética única de seus jogos”, explicou a Nvidia.

Diferentemente das versões anteriores do DLSS — que se concentravam principalmente em melhorias de desempenho por meio de upscaling e geração de quadros — a nova abordagem busca aprimorar a forma como a luz interage com as cenas. Ainda assim, a Nvidia ressaltou que o sistema não foi projetado para substituir a direção artística definida pelos desenvolvedores.

De acordo com a empresa, o SDK do DLSS 5 incluirá uma série de ferramentas que permitirão aos estúdios ajustar com precisão o comportamento da tecnologia. Esses controles incluem opções para ajustar a intensidade do efeito, modificar o color grading e mascarar áreas específicas onde o sistema de iluminação por IA não deve ser aplicado.

Em outras palavras, os desenvolvedores poderão decidir exatamente quanta influência o DLSS 5 terá na imagem final. A Nvidia também esclareceu que o sistema não deve ser visto como um simples filtro de pós-processamento. Em vez disso, o DLSS 5 opera utilizando dados fundamentais de renderização do próprio motor do jogo.

“Não se trata de um filtro — o DLSS 5 utiliza as cores do jogo e os vetores de movimento de cada quadro como entrada para o modelo, ancorando o resultado no conteúdo 3D original”, afirmou a empresa.

Ao utilizar vetores de movimento e informações de cor de cada frame, o modelo de IA consegue interpretar como a luz deve se comportar na cena, mantendo-se fiel à geometria e às animações originais do mundo do jogo.

Essa distinção é importante porque sugere que o DLSS 5 pode oferecer melhorias de iluminação mais consistentes do ponto de vista físico do que efeitos tradicionais de pós-processamento, que normalmente operam apenas sobre a imagem final.

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Vinicius Silva Dias

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