YouTube
O YouTube removeu do ar dois canais bastante conhecidos por publicar trailers falsos de filmes produzidos com o uso de inteligência artificial. A decisão atinge o Screen Culture e o KH Studio, que juntos reuniam mais de 2 milhões de inscritos e ultrapassavam a marca de 1 bilhão de visualizações na plataforma.
Ao acessar as páginas dos canais, os usuários agora se deparam com uma mensagem informando que o conteúdo não está mais disponível. Segundo apuração do Deadline, os responsáveis pelos canais, sediados na Índia e na Geórgia, foram contatados, mas não se manifestaram sobre o encerramento.
A medida ocorre após meses de atenção crescente sobre esse tipo de conteúdo. No início de 2025, o YouTube já havia suspendido a monetização dos dois canais depois de uma investigação apontar a disseminação de trailers enganosos desde a popularização das ferramentas de IA generativa.
Em um primeiro momento, os canais conseguiram recuperar os anúncios ao rotular seus vídeos como “fan trailer”, “paródia” ou “trailer conceitual”. No entanto, essas descrições deixaram de ser usadas recentemente, o que reacendeu críticas dentro da própria comunidade de criadores de trailers feitos por fãs.
De acordo com o YouTube, a volta às práticas anteriores violou as políticas da plataforma relacionadas a spam e ao uso de metadados enganosos, levando ao encerramento definitivo das contas. Para alguns criadores, a ação foi vista como uma vitória contra conteúdos considerados enganosos. “O monstro foi derrotado”, comentou um YouTuber ao Deadline.
As investigações indicam que o Screen Culture combinava trechos oficiais de filmes com imagens geradas por IA para criar trailers de grandes franquias que facilmente confundiam o público. O próprio fundador do canal, Nikhil P. Chaudhari, já havia admitido que sua equipe explorava o algoritmo do YouTube ao publicar versões rápidas e sucessivas desses vídeos.
Entre os casos mais emblemáticos, o canal chegou a lançar mais de 20 variações de um suposto trailer de Quarteto Fantástico: Primeiros Passos, algumas delas aparecendo acima do material oficial nas buscas. Séries como o novo Harry Potter da HBO e Wandinha, da Netflix, também foram alvo de vídeos semelhantes.
O debate vai além dos criadores. A investigação revelou ainda que alguns estúdios de Hollywood teriam permitido silenciosamente esse tipo de conteúdo, desde que a receita de anúncios fosse direcionada a eles, em vez de solicitar a remoção por direitos autorais. Empresas citadas na apuração preferiram não comentar o assunto.
Fonte: Deadline
Console retrô: 5 modelos em oferta na Amazon e 5 volantes com pedais para aproveitar jogos de corrida ao máximo
Eiji Aonuma defende a continuidade dos funcionários em meio às recentes ondas de demissões na… Ver mais
A plataforma alcançou 127 milhões de usuários ativos mensais em setembro de 2026. Ver mais
Wendel Bezerra e Alfredo Rollo estão entre os nomes associados à versão nacional, mas o… Ver mais
Splatoon Raiders lidera os novos exclusivos com 2,42 milhões de cópias. Ver mais
A empresa ampliará os investimentos a partir de abril de 2027, enquanto o PS5 se… Ver mais
O primeiro Switch precisou de 22 meses para alcançar essa mesma marca. Ver mais