Highguard
O The Game Awards 2025 teve anúncios de peso, incluindo novos projetos de franquias consagradas, mas o jogo escolhido para fechar o evento acabou chamando atenção pelos motivos errados. Highguard, novo título de ex-desenvolvedores de Titanfall e Apex Legends, não empolgou o público e vem enfrentando uma repercussão inicial bastante negativa desde sua apresentação.
Descrito como um raid shooter, o jogo aposta em uma mistura pouco comum de fantasia medieval com tecnologia futurista, colocando jogadores em combates PvP com heróis, e até montarias, como cavalos. Apesar de algumas diferenças pontuais no gameplay, a sensação geral foi de que o título não tinha o impacto esperado para ocupar o espaço final da cerimônia.
A reação nas redes sociais e plataformas de vídeo foi rápida. Os trailers publicados após o evento acumularam uma proporção muito baixa de curtidas em relação às descurtidas, especialmente no YouTube, indicando resistência do público à proposta apresentada. Mesmo somando os principais vídeos divulgados por veículos e pelo próprio evento, o alcance inicial ficou aquém do esperado para um anúncio desse porte.
Esse tipo de recepção costuma servir como termômetro para jogos de serviço ou competitivos. Embora não determine o sucesso ou fracasso de um projeto, um início tão frio tende a sinalizar dificuldades, principalmente em um mercado já saturado de hero shooters. Casos recentes de títulos do mesmo gênero que enfrentaram problemas semelhantes reforçam esse alerta. Um grande exemplo é Concord da Sony, sem contar que muitos estão chamando Highguard de “Concord 2.0”.
O cenário é ainda mais delicado pelo calendário. Highguard tem lançamento marcado para 26 de janeiro e será gratuito para jogar, o que reduz algumas barreiras de entrada, mas também deixa pouco tempo para ajustes na comunicação e na imagem do jogo antes da estreia.
Entre as principais críticas estão o visual considerado genérico, a falta de identidade clara e o cansaço do público com jogos desse estilo. Há também quem questione a escolha do estúdio em seguir por esse caminho, defendendo que a equipe deveria investir em algo mais próximo do legado deixado por Titanfall.
Fonte: Forbes
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