O co-CEO da CD Projekt, Adam Badowski, revelou que a decisão crucial no meio de The Witcher 2: Assassins of Kings foi apenas um “experimento” e agora é vista como um “desperdício de recursos” pela empresa. Em entrevista ao PC Gamer, o executivo comentou sobre a famosa bifurcação da história que dividiu o segundo ato do RPG em duas experiências quase completamente diferentes.
“Em The Witcher 2, tínhamos uma estrutura muito difícil no jogo, porque existem dois caminhos. Você pode seguir um caminho e não verá o outro”, explicou Badowski. “Da perspectiva de produção, é um desperdício de recursos. Da perspectiva do jogador, pode ser legal, mas definitivamente foi um experimento.”
A escolha em questão ocorre no final do primeiro ato de The Witcher 2: Assassins of Kings, quando o jogador decide ajudar um de dois personagens durante uma batalha crucial. Esta decisão resulta em aproximadamente 90% de conteúdo único para cada caminho no segundo ato, incluindo locações, personagens e missões completamente diferentes.
Badowski explicou que tal estrutura narrativa se tornou inviável em The Witcher 3: Wild Hunt devido ao tamanho muito maior do jogo. “Em Wild Hunt, eu sabia que esse tipo de combinação e construção do jogo não funcionaria tão bem. Então trouxemos algo totalmente novo, algo que apoiasse o conceito de mundo aberto.”
O foco principal da CD Projekt para The Witcher 3 não estava nas escolhas ramificadas, mas em como manter a qualidade da narrativa em um mundo significativamente maior. “A maior questão era como entregar um jogo tão grande em mundo aberto, mantendo a ótima história de Geralt, e havia muitas dúvidas na época“, comentou o executivo.
Embora The Witcher 2: Assassins of Kings continue sendo um excelente RPG por mérito próprio, o jogo acabou sendo ofuscado pelo sucesso monumental de seu sucessor, The Witcher 3: Wild Hunt.
Fonte: PC Gamer
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