Os jogos AAA têm custado cada vez mais, com ciclos de desenvolvimento que muitas vezes ultrapassam cinco anos. Embora isso represente um risco significativo caso o projeto não atinja as expectativas, para o CEO da Take-Two, Strauss Zelnick, há uma justificativa clara por trás desse investimento.
Segundo o executivo, os consumidores atuais são extremamente exigentes — e com toda razão. Para ele, os jogadores não se contentam mais com experiências medianas: só aceitam o que há de melhor.
“Acho que isso reflete o fato de que, à medida que os negócios de entretenimento amadurecem, os consumidores passam a buscar qualidade — e todos percebem que o consumidor é altamente exigente, e com razão. A estratégia desta empresa sempre foi fazer o melhor entretenimento, não necessariamente o maior volume de entretenimento. Claro, às vezes não conseguimos atingir esse objetivo, mas, sinceramente, foram pouquíssimas vezes.
E acho que alguns dos nossos concorrentes perceberam, talvez um pouco tarde, que os consumidores não aceitam mais o que é apenas ‘ok’. O ‘bom’ virou o novo ‘ruim’, o ‘excelente’ é o novo ‘excelente’. E nosso objetivo aqui é tornar tudo excepcional.”
Zelnick reconhece que nem todos os estúdios podem adotar a mesma abordagem da Take-Two. Muitos, segundo ele, preferem manter a estabilidade e garantir suporte às suas equipes criativas. Ainda assim, o CEO afirma que a empresa aposta alto — e que, se for para falhar, “prefere falhar rápido”.
Fonte: IGN