Jogos de mundo aberto continuam vendendo bem, mas muitos jogadores já demonstram sinais de saturação, cansados de ver a mesma fórmula repetida em praticamente todos os títulos do gênero. Ghost of Tsushima foi amplamente elogiado em seu lançamento, mas não escapou de críticas relacionadas ao seu estilo de mundo aberto.
Para a sequência, Ghost of Yōtei, a equipe de desenvolvimento quer evoluir nesse aspecto — e uma das principais mudanças é o foco maior na exploração orgânica. Segundo o co-diretor Nate Fox, o novo jogo pretende oferecer menos direcionamento explícito, permitindo que a curiosidade do jogador dite o ritmo da jornada.
“A coisa que eu e Jason [Connell, co-diretor] mais amamos é aquele momento em que você está a cavalo, olhando para uma paisagem vasta e linda. E talvez o vento esteja te dizendo: se quiser continuar a história, vá por ali. Mas então você vê algo no canto do olho que desperta sua curiosidade. E pensa: ‘sabe de uma coisa? Vou dar uma olhada naquilo.’ Esse momento em que o jogo não está realmente te dizendo para onde ir ou o que fazer. É você quem decide. Isso é o mais bonito nos jogos de mundo aberto.”
Temos esse jogo acessível, inspirado no cinema samurai, e o desafio para nós como desenvolvedores é criar algo que ofereça esse nível extra de liberdade criativa pelo qual buscamos. Permitir que os jogadores aproveitem o jogo, e ao mesmo tempo, nunca abandonar a estrutura da história.”
Na história, os jogadores acompanharão a protagonista em sua missão para caçar os Seis de Yōtei. A ordem das batalhas poderá ser definida livremente, mas os criadores garantem que ainda haverá uma estrutura narrativa clara.
“É muito difícil ter uma história sem estrutura. Você vai acabar tendo um começo, meio e fim, então, embora a jornada de Atsu seja caçar os Seis de Yōtei, de forma alguma vamos deixar você simplesmente sair por aí matando os seis sem uma estrutura narrativa. Nós valorizamos muito a história.”
Fonte: GameSpot