O próprio Phil Spencer, chefe da divisão de jogos da Microsoft, já declarou no passado que o serviço de assinatura Game Pass era lucrativo. No entanto, parece haver um grande “porém” nessa afirmação.
Segundo o jornalista Christopher Dring, a própria Microsoft confirmou que, ao calcular a lucratividade do Game Pass, ela leva em conta apenas os gastos com jogos third-party (de terceiros), ignorando os custos com títulos first-party (produzidos por estúdios da própria Microsoft) e o impacto nas vendas desses jogos.
De acordo com Dring, o serviço de fato se mostra lucrativo quando se consideram apenas os custos para adicionar jogos de terceiros à biblioteca e realizar o marketing. No entanto, se os custos para incluir jogos próprios também fossem levados em conta, o cenário seria diferente:
“Os custos considerados no cálculo da lucratividade do Game Pass incluem coisas como taxas pagas a estúdios de terceiros, marketing e custos operacionais do serviço. Com base nesses custos, o serviço é considerado lucrativo. O que não está sendo considerado é a receita que os estúdios próprios da Xbox deixam de ganhar por colocarem seus jogos no serviço.
Imagino que, se os estúdios próprios da Microsoft recebessem uma compensação equivalente (como os estúdios terceirizados recebem), talvez essa alegada lucratividade do Game Pass não existisse de fato. Pedi um esclarecimento sobre a afirmação de que o Game Pass é lucrativo, e me disseram que os custos com jogos de estúdios próprios não estão incluídos.”
Para os usuários contrariando a informação de Dring, o jornalista simplesmente disse que foi “literalmente o que o Xbox me disse”.
So costs associated with the Game Pass business is fees paid to third-parties, marketing, service costs… and by that measure, it’s profitable.
What they don’t count is the lost revenue that Xbox’s first-party studios are seeing as a result of the service. I have to imagine if…
— Christopher Dring (@Chris_Dring) July 6, 2025