Categorias: Tecnologia

John Carmack, criador de Quake, defende versão gerada por IA da Microsoft

Recentemente a Microsoft apresentou uma demo para o público do Muse, sua inteligência artificial capaz de gameplay. A demonstração utilizou uma versão de Quake inteiramente gerada pela IA.

Como sempre acontece quando o assunto é IA, a novidade gerou críticas e dúvidas na internet. “Isso é absolutamente nojento e desrespeita o trabalho de todos os desenvolvedores em todos os lugares”, comentou um usuário.

Em resposta às críticas, o próprio John Carmack, um dos criadores do Quake original, foi às redes sociais defender a Microsoft. Em sua postagem, o desenvolvedor afirmou: “O quê? Este é um trabalho de pesquisa impressionante!”

https://twitter.com/statuses/1909253938294980874

Em resposta aos usuários que ainda acusaram o jogo de ter sido gerado usando horas de trabalho duro de outras pessoas, Carmack simplesmente respondeu que “A Microsoft é dona da Id Software e, portanto, do Quake 2. Todos que trabalharam nele foram pagos.”

Carmack também aproveitou o momento para corrigir alguns conceitos errados que as pessoas têm a respeito dessa tecnologia. De acordo com ele, a IA irá permitir que desenvolvedores alcancem coisas ainda maiores, além de abrir mais espaço para criadores indies.

Meus primeiros jogos envolviam montar manualmente códigos de máquina e transformar caracteres de papel quadriculado em dígitos hexadecimais. O progresso do software tornou esse trabalho tão irrelevante quanto a manutenção da roda da carruagem.

Os motores de jogo expandiram radicalmente o leque de pessoas envolvidas no desenvolvimento de jogos, mesmo tendo diminuído a importância de grande parte da minha amada engenharia de sistemas.

As ferramentas de IA permitirão que os melhores alcancem patamares ainda maiores, ao mesmo tempo em que possibilitarão que equipes menores realizem mais e atraiam alguns grupos demográficos de criadores completamente novos.

Sim, chegaremos a um mundo onde você poderá criar um jogo interativo (ou romance, ou filme) a partir de um prompt, mas ainda haverá exemplos muito melhores do meio criados por equipes dedicadas de desenvolvedores apaixonados. O mundo será muito mais rico em termos de conteúdo disponível a qualquer custo.

Quanto a questão de se isso irá ou não causar demissões, o desenvolvedor diz que é uma questão em aberto. Para ele, tentar barrar a IA é como tentar proibir “usar ferramentas elétricas porque elas roubam os empregos das pessoas”.

Poderá seguir o caminho da agricultura, onde a tecnologia de economia de trabalho permite que uma pequena fração da força de trabalho anterior satisfaça a todos, ou poderá ser como a mídia social, onde o empreendedorismo criativo floresceu em muitas escalas diferentes.

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Publicado por:
Vinicius Silva Dias

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