Suda51 afirma que os desenvolvedores não fazem tanto dinheiro quanto as pessoas pensam

"Recebemos apenas uma pequena porcentagem dos lucros", afirma Suda51.

A Grasshopper Manufacture, estúdio conhecido por jogos como No More Heroes e Lollipop Chainsaw, recentemente completou 25 anos e o portal GamesIndustry decidiu entrevistar os principais cabeças da empresa.

Falando a respeito do sucesso dos jogos do estúdio, o diretor Suda51 comentou que os desenvolvedores de jogos não fazem tanto dinheiro quanto as pessoas acreditam. De acordo com ele, os royalties são pequenos, e mesmo em suas duas séries de maior sucesso, No More Heroes e The Silver Case, eles ganham apenas uma pequena porcentagem dos lucros.

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Em relação aos sucessos financeiros, não temos nenhum jogo em nosso portfólio que possa ser considerado ‘bem-sucedido financeiramente’. A razão para isso é que somos desenvolvedores de jogos e desenvolvemos muitos de nossos jogos sob contrato, então não recebemos muito em termos de royalties.

Mesmo que desenvolvamos um jogo que venda um milhão de cópias – o que conseguimos no passado – receberemos apenas [uma pequena] porcentagem dos lucros disso. As duas séries em que atualmente ganhamos mais dinheiro são No More Heroes e The Silver Case. Esses títulos continuam a vender até certo ponto, então eles forneceram um fluxo de renda lento, mas constante ao longo dos anos.

Infelizmente, os desenvolvedores de jogos não ganham tanto dinheiro quanto as pessoas tendem a pensar, especialmente no caso de desenvolvedores independentes. Não é tão simples quanto ‘fazer um bom jogo que as pessoas gostem = muito dinheiro’. É por isso que muitos desenvolvedores independentes não fazem isso apenas pelo dinheiro.

Apesar da dificuldade de ver grande parte dos ganhos do seu projeto indo para outro, Suda51 afirma que a pior parte do desenvolvimento de jogos é ter seu jogo cancelado. Para ele, isso acaba causando um grande impacto mental na equipe.

O impacto mental e emocional que você sofre quando um jogo é cancelado é muito intenso, e é realmente difícil colocar em palavras o que você sente quando descobre que essa coisa na qual você dedicou tanto trabalho e cuidado irá simplesmente meio que desaparecer no éter para sempre. A sensação de perda é enorme.

Por fim, comentando a respeito da época em que trabalhou com a Capcom para lançar o jogo Killer 7, o desenvolvedor diz que isso abriu seus olhos para o mundo fora do Japão. Ao ir pela primeira vez para a E3, ele diz que sentiu que essa era a verdadeira casa dos vídeo games.

Até Killer 7, nos concentrávamos principalmente em títulos para o mercado interno japonês. O meu interesse no mercado externo foi despertado quando fui à E3 pela primeira vez. Experimentei o que senti ser a verdadeira ‘casa’ dos videogames. Com Killer 7 sendo produzido por Shinji Mikami e vendido sob a marca Capcom, foi como se a porta para o resto do mundo tivesse se aberto de repente para mim. Ter a Capcom distribuindo nosso jogo foi uma experiência realmente especial.

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