Esse final de ano os fãs de soulslike estarão bem servidos. Além do lançamento de Lies of P em setembro, os jogadores em outubro terão Lords of the Fallen, uma espécie de “reboot” do jogo de mesmo nome lançado em 2014.
Com tantos jogos do gênero soulslike sendo lançados, seja pela FromSoftware, Koei Tecmo ou outros estúdios menores, Cezar Virtuso, o diretor criativo de Lords of the Fallen, afirma que o estúdio está sim preocupado com a saturação desse estilo, mas acreditam que se fizerem um jogo bom, os jogadores ficarão satisfeitos.
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Sim, estamos preocupados. Mas, ao mesmo tempo, se formos fiéis a nós mesmos e cavarmos fundo no nosso poço, ninguém alcançará as profundezas que alcançamos.
É preocupante no sentido de que queremos ter sucesso do ponto de vista empresarial, mas acho que os jogadores não são contra ter mais jogos bons. Se fizermos um bom jogo, as pessoas ficarão super felizes. É nosso trabalho torná-lo o melhor possível e então ele se destacará porque eles simplesmente gostarão do que estão jogando.
O diretor também aproveitou para comentar sobre a FromSofware, elogiando o estúdio pelo seu trabalho e dizendo como é difícil criar o combate para um soulslike, sem contar o design de níveis, que é um ponto que acaba matando muitos jogos do gênero.
Os jogos da FromSoftware são excelentes. Você pode não gostar do gênero porque gosta de jogos de futebol ou algo assim, mas esses jogos são elaborados com muita maestria. Eles introduziram tantas ideias novas na mesa que nós, o resto da indústria, só podemos nos inspirar. […] Projetar o combate [para um soulslike] é incrivelmente desafiador. O feedback chegou e tivemos que criar sistemas auxiliares, retrabalhá-los e torná-los bons.
E então o design dos níveis tem que estar absolutamente correto. Esses jogos vivem e morrem de acordo com seu design de níveis. O mundo precisa parecer vivido, precisa parecer real, e você precisa ver pontos de referência e não se perder. Você precisa ir, descobrir, voltar. É como trabalhar em um quebra-cabeça. Tem que ser perfeito.
Apesar do excesso de jogos no gênero, Virtuso afirma que não se deve cair na armadilha de tentar criar um “anti Dark Souls”, mas sim continuar investindo nos pontos positivos do gênero. “Você viu o que aconteceu com todos os World of Warcraft-killers. Você não pode fazer um jogo que seja a antítese. Você tem que ser fiel a si mesmo”, comentou o diretor.
Sobre o que os torna diferente da FromSoftware, Virtuso diz que o estúdio buscou outras inspirações visuais para o seu mundo, puxando muito mais para o lado das obras de H. R. Giger, o criador de Alien.
Não vamos esconder que temos pontos em comum. É o mesmo gênero. Chame isso de soulslike ou RPG de fantasia sombria, sabemos que temos pontos em comum. Acho que o que nos torna diferentes é o nosso mundo. É muito mais alegórico. Você passa de uma fantasia gótica para algo muito mais horror cósmico, quase ao estilo Giger [criador de Alien] com ossos, estátuas gigantes, esqueletos moldados juntos. É uma questão de ressonância. Você precisa tocar a alma das pessoas e mergulhar em temáticas profundas, não apenas na superfície da fantasia, como armaduras brilhantes e dragões.
Toda a armadura está enferrujada, então isso mostra que não tive tempo de limpá-la – tive que lutar de novo e de novo. Por que aquele cara está chorando? Por que esse cara, que representa toda a esperança dourada que eu tinha nas histórias de fantasia quando era criança, está triste e sem mais esperança? É mais sobre o tormento das pessoas que estiveram aqui.
Esse novo jogo será ambientado milhares de anos após os eventos do primeiro jogo, os desenvolvedores prometem que esse novo título será cinco vezes maior que seu antecessor, contando também com um combate mais rápido e fluído.
Lords of the Fallen será lançado em 13 de Outubro para PC, PlayStation 5 e Xbox Series S|X.