Muito antes de serem comprados pela ZeniMax e hoje pertencerem ao Xbox, a Arkane Studios existiu com suas várias ideias dentro do gênero gênero FPP com Immersive-Sim, tendo algumas obras até mesmo canceladas por questões externas.
O estúdio fundado por Raphael Colantonio, como já sabemos, é lembrado por Prey e Dishonored, e que desde sua fundação em 1999 carrega um dos legados deixados pelas finadas Ion Storm, Looking Glass e Irrational Games, de criar grandes títulos que possuem um apelo narrativo e de gameplay de forma que se tornem imersivos um com o outro, dando muita verticalidade.
Um desses títulos seria The Crossing, um jogo que esteve sendo feito bem antes do primeiro Dishonored de 2012, e seria publicado pela Valve. O título usaria da Source Engine, sendo um FPS de Imm-Sim, e seu principal fator é que apesar dele ter apelo narrativo e da construção do mundo, seria um jogo onde mesclaria Single-Player com Multiplayer.
Devido ao distanciamento da Valve com a empresa, bem como aproximação da Arkane com as editoras Electronic Arts e Activision (para fazer LMNO e Call of Duty: World at War) o The Crossing acabou sendo cancelado. No entanto, suas ideias estão sendo renascidas.
Isso foi explicado por Ricardo Bare, co-diretor criativo da Arkane Austin no próximo Redfall, onde disse que tanto o seu título de FPS Cooperativo quanto o próximo Deathloop da Arkane Lyon usam dos conceitos e ideias do The Crossing, em entrevista com o Polygon e a VG 24/7.
“Não literalmente é The Crossing, mas com certeza eles possuem alguns de seus elementos”, explica Bare.
“Sermos capazes de incorporar mais compartilhamento online ou coisas do tipo Multiplayer, podemos fazer isso com certeza. É interessante porque, por um tempo, houve uma pressão com um monte de grandes editoras forçando seus estúdios a incluir modos multiplayer.”
“Eu acho que isso foi super destrutivo porque você acaba com uma equipe que fez um jogo Single-Player realmente atraente, mas eles foram forçados a aderir a criar um modo deathmatch ou qualquer outra coisa.”
Como sabemos, Deathloop é um FPS Single/Multiplayer, que você pode jogar totalmente sozinho, controlando Colt, e a IA controlando a antagonista Julianna, ou com um amigo, no qual controlará a personagem, para te prender no mundo de Black Reef.
No outro lado temos Redfall. O título é ainda mais puxado ao The Crossing, pois aqui ele explora quase totalmente o conceito do título. Você poderá jogar sozinho ou em até quatro pessoas, sendo um título de mundo-aberto num cenário de FPS Imersivo com foco na Narrativa.
“Foi uma grande distração e uma drenagem de recursos para a equipe”, continua ele.
“E, como se constatou, não ajudou alguns desses jogos de qualquer maneira. Mas o que eu sinto que está acontecendo agora é muito diferente, é mais voltado para a comunidade, é mais sobre o que dá pernas ao seu jogo, criar comunidade, compartilhar e coisas assim. Os jogos estão abordando isso com muitos modelos diferentes.”
Bom, se tratando da Arkane Studios e seu estilo, podemos esperar que Deathloop e Redfall deverão ser jogos que fogem do padrão atual, tendo em visto a lista de múltiplas vezes em que eles sempre se arriscaram para criar algo original.
Resta aguardar para ver o resultado final dos projetos.
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