05 propagandas nostálgicas sobre games

05 propagandas nostálgicas sobre games

Relembre alguns cartazes publicitários da década de 80 e 90
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Streets of Rage 2

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O gênero de games beat 'em up teve sua fase áurea na era dos consoles de 16-bit, e o saudoso Mega Drive foi a grande vitrine desses jogos de pancadaria que redefiniram o fim da década de 80 e 90.

Entre as franquias aclamadas do gênero, Streets of Rage tem espaço reservado no coração de todos que curtiram essa época. Como diz a canção do Thaide e DJ Hum, “que tempo bom, que não volta nunca mais”...

O primeiro anúncio que escolhi para essa seleção é justamente de Streets of Rage, mais precisamente do segundo game da franquia, lançado no ano que nasci, 1992. A publicidade alardeava que estávamos diante de um cartucho de 16 Mega (Megabits), um salto de armazenamento que trazia novas possibilidades para o jogo quando comparado ao anterior. O anúncio também destacava que este era o primeiro cartucho de 16 Mega do Brasil.

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O salto de Streets of Rage 1 para 2 foi realmente um marco técnico na época. Como destacava o anúncio, “cores e sons mais vibrantes, personagens maiores, cenários mais reais e, principalmente, muito mais pancadaria” Resumo ideal para essa maravilha noventista.

A título de curiosidade, o Mega Drive tem jogos que superam com folga os 16 Mb de Streets of Rage 2. Por exemplo, o cartucho de Super Street Fighter 2 The New Challengers, lançado em 1993, tem 40 Mb.

O campeão em armazenamento para o Mega Drive é o Paprium, lançado no ano passado. Sim, isso mesmo, um novo game para Mega Drive em pleno 2020.

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O game viu a luz do dia após uma exaustiva campanha de financiamento coletivo. O cartucho tem 80 Mb. O gênero? Não podia ser outro: beat’em up, assim como Streets of Rage 2.

E.T: O Extraterrestre

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A capa até era legal, mas o jogo não. O segundo anúncio que escolhi para este artigo é sobre um game que recebeu a maior onda de hate da história da indústria. Inclusive foi taxado de “o pior jogo da história”.

O jogo em questão é o E.T: O Extraterrestre, lançado para o mitológico Atari 2600 em 1982. Além do hate, o game baseado no lendário filme de ficção científica do mesmo nome, também ganhou um contexto de lenda urbana. Por anos circulou o boato de que, após o fracasso de vendas, a Atari enterrou milhões de cartuchos do jogo em um deserto na cidade de Alamogordo, Novo México (EUA).

O boato se transformou em um fato. Em 2014, para um documentário, a Microsoft financiou uma escavação. Ficou comprovado que os cartuchos foram realmente enterrados. Caso queira assistir, o documentário se chama Atari: Game Over.

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Desenvolvido em apenas 2 meses, E.T: O Extraterrestre foi um fracasso avassalador. O jogo é sempre mencionado como um dos principais responsáveis pela grande crise que o mercado de videogames enfrentou no ano seguinte. Crise que empurrou a Atari para o ostracismo.

A Atari investiu pesado no marketing do jogo, e cerca de 5 milhões de cartuchos de ET foram produzidos. A promoção em torno do game foi tão grande que 1,5 milhão de cartuchos foram vendidos (3,5 milhões foram enterrados). Em contrapartida, a rejeição dos que compraram veio pouco depois do contato com o jogo. A onda de reembolso aconteceu, o game flopou, e a Atari sangrou.

Mortal Kombat

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Já faz alguns anos que Mortal Kombat é uma franquia estabelecida. Posição atestada não apenas no mercado de jogos, mas também em outros segmentos, como o da sétima arte.

Em 1992 a história era outra. Era o ano de estreia do primeiro jogo. O game foi lançado, da forma como conhecemos hoje, por um daqueles acasos do destino. Inicialmente, a ideia de Ed Boon e sua turma era lançar um jogo licenciado do ator Van Damme, que vinha do grande sucesso “O Grande Dragão Branco” (1988). A ideia não foi pra frente, e o desfecho foi totalmente diferente. O que era pra ser um game com o Van Damme se transformou numa sangrenta e inovadora franquia de jogos. Que bom que esse foi o desfecho.

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O anúncio que escolhi de MK retrata um recorte importante do que foi a década de 90 no mercado de jogos. O arcade de Mortal Kombat. Um daqueles fliperamas lendários lançado pela Midway. Belíssimo, imponente e que não passa batido. A publicidade também não passava despercebida. Kano e Raiden segurando crianças e a seguinte frase em destaque: So Real It Hurts (Tão real que doí). É isso!

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Game Boy

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A linha Game Boy dispensa apresentações. Essa família icônica de consoles portáteis tem um representante na lista dos 10 consoles mais vendidos da história, o Game Boy Advanced, com mais de 80 milhões unidades comercializadas.

No entanto, o anúncio acima remonta a outro momento. Os primórdios do Game Boy, quando a única versão disponível ainda nem tinha display colorido.

Lançado em 1989, o Game Boy foi super bem aceito, mas uma crítica imperava para a Nintendo: cadê as cores? Bom, o Game Boy com tela colorida, ao invés da monocromática, viria apenas 1998, com o Game Boy Color. Em 1995 as cores já davam o ar da graça na série, mas de uma maneira diferente.

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A Nintendo apostou na campanha de promoção da série Play it Loud que trazia cores para o Game Boy. Variantes do Game Boy original com case colorido. Eram 5 opções diferentes de cores.

Acessórios para o PlayStation

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Encerro essa lista com o anúncio de uma loja de games que mostrava alguns dos acessórios que podiam incrementar a experiência com o primeiro PlayStation.

Além do famoso GameShark, que tornou a vida dos jogadores bem mais fácil, com seus mais variados códigos para destravar recursos dos jogos, o anúncio também mostrava alguns apetrechos que muitos usuários do PlayStation desconhecem a existência até hoje. Você já ouviu falar do UltraRacer?

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O UltraRacer é um joystick projetado para jogos de corrida. Este controle tinha alta sensibilidade, um disco central (que tentava passar a ideia de um pneu de um carro) para controlar a movimentação do carro em tela e diversos botões totalmente programáveis.

Talvez você já tenha visto algo parecido no Nintendo 64. Não é apenas uma impressão. Há exatamente um controle como este para o console da Nintendo.

No vídeo abaixo você pode conferir um teste do joystick UltraRacer no PlayStation com o game Ridge Racer.

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Achou este acessório bizarro? Fique sabendo que tem coisas ainda mais estranhas quando falamos do universo PlayStation. Em 2004, para a promoção de Onimusha 3 do PlayStation 2, foi lançado um controle em formato de Katana. É cada ideia

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Curtiu estes pôsteres publicitários nostálgicos? Lembra de mais algum? Escreve aí pra gente nos comentários. Antes de encerrar vou deixar uma dica. Tem um site muito interessante que reúne diversos desses anúncios antigos sobre o universo de jogos. O site é o GameAds

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William R. Plaza #WrP

Editor-chefe do Hardware.com.br, integrante do staff do GameVicio, e aficionado por tecnologias que realmente funcionam. Instagram: @plazawilliam

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