Análise | Nanotale - Typing Chronicles

Análise | Nanotale - Typing Chronicles

A caneta é mais poderosa que a espada!
#Análises Publicado por Vinicius, em

Os jogadores mais antigos provavelmente irão se lembrar da franquia The Typing of the Dead, uma série de jogos clássicos onde seu objetivo era digitar palavras que surgiam na tela para poder matar os zumbis e avançar na história.

Nanotale - Typing Chronicles, o mais novo título desenvolvido pela Fishing Cactus, é um jogo que segue esse mesmo padrão, embora trazendo uma abordagem muito mais livre, não sendo um simples rail shooter.

Em Nanotale, os jogadores assumem o controle de Rosalinda, uma nova arquivista que acaba se perdendo em uma floresta. Em sua jornada, ela terá que ajudar diferentes povos, coletar novos conhecimento e evoluir sua magia.

O gameplay funciona de forma básica, cada vez que você aperta a barra de espaço, Rosalinda se prepara para soltar feitiços. Todos os itens, personagens ou inimigos com os quais você pode interagir no mapa ficarão com uma palavra pairando sobre eles.

Digitar a palavra sobre um NPC fará com que você converse com ele, já as palavras sobre os inimigos servem para atacá-los. Basicamente tudo no jogo funciona através da digitação, até mesmo a navegação pelo menu pode ser feita dessa forma.

Os puzzles funcionam da mesma forma, você possui vários tipos de magia, além de várias formas de usá-lo, como escolher o alcance e o formato. Isso muitas vezes resulta em desafios interessantes.

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A combinação dos tipos de magia e formatos diferentes abre diversas possibilidades. Embora os puzzles não sejam impossíveis de se resolver, eles muitas vezes conseguem forçar o jogador a usar a lógica e pensar fora da caixa.

Já as batalhas, embora possuam mecânicas interessantes, dificilmente entregam um desafio. A grande maioria dos inimigos podem ser derrotados antes mesmo de sequer chegarem a encostar em você, especialmente se você tiver uma digitação rápida. Até mesmo os chefes não chegam a apresentar uma grande ameaça.

No entanto, nos raros momentos que o jogador é colocado contra uma horda de inimigo, o jogo se torna um verdadeiro desafio de digitação. Uma única letra errada pode ser desastroso, dando tempo para você ser cercado pelas criaturas.

Tendo a oportunidade de testar o jogo tanto em Português quanto Inglês, senti que nossa língua trouxe uma vantagem para o jogo. O uso da acentuação pode trazer um desafio a mais. Diversas vezes, no meio de uma batalha, acabei me perdendo por causa de um acento.

Pequenos toques de RPG também ajudam a tornar o jogo mais interessante. Escolhas durante os diálogos, embora simples e não alterem o rumo dos acontecimentos, adicionam um pouco de participação na história. Já a árvore de habilidade funciona de uma forma diferente e interessante, dando pontos a cada novo pedaço da lore descoberto, incentivando o jogador a sempre explorar o mapa e ficar de olhos abertos no cenário.

O jogo conta com mapas bem abertos, incentivando a exploração. Sendo uma arquivista, é evidente que Rosalinda está sempre atrás de conhecimento. Há diversas criaturas, plantas e monumentos que podem ser explorados para obter informações a respeito do universo do jogo. Esses pequenos textos são informativos e divertidos de se ler, adoçados com o doce humor da personagem.

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Os gráficos são competentes, mas o destaque fica pra arte muito bonito que a desenvolvedora criou. O jogo consegue transmitir aquela sensação de um mundo fantasioso, habitado por diversas criaturas místicas. Uma variedade maior de ambientes teria sido algo interessante para dar mais vida a esse mundo, embora seja apenas uma reclamação pequena.

Um dos grandes problemas desse mundo mais aberto, é conseguir explorá-lo sem se perder. O cenário é composto de diversos caminhos, muitos dos quais levam ao mesmo lugar, e o mapa também não ajuda muito na hora de se localizar. Diversas vezes me encontrei perdido, tentando descobrir como chegar ao objetivo. Muitas missões secundárias nem mesmo se explicam direito, cabendo a você descobrir onde ir. Um mapa mais elaborado ou então um melhor design de mundo seria algo que ajudaria muito.

A história possui partes interessantes, embora pareça mais vários contos desconexos, cada uma contando uma história diferente. Os diálogos são simples, mas cumprem seu papel. Infelizmente Rosalinda não costuma falar durante as conversas com os NPCs, o que é uma pena, pois a personalidade dela daria mais vida aos diálogos.

No entanto, esses problemas são pequenos comparados à diversão que o jogo pode proporcionar. E é possível notar nitidamente o carinho e amor que os desenvolvedores tiveram por ele, entregando uma experiência diferente.

Recomendar Nanotale - Typing Chronicles não é algo simples, já que traz uma mecânica da qual muitos não estão acostumados, mas se você estiver disposto a abraçar essa fórmula, vai encontrar uma experiência única e divertida com desafios criativos. Além disso, o título serve como uma ótima forma de treinar sua digitação.

Nanotale - Typing Chronicles foi analisado no PC com um código fornecido pela Theogames.

8.0
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Nota
Divertido, diferenciado e belo, Nanotale pode acabar te surpreendendo caso decida dar uma chance.
Prós
  1. Sistema de digitação foi bem aplicado
  2. Puzzles criativos e desafiadores
  3. Divertido de se descobrir a lore por trás do universo
Contras
  1. Mundo confuso de se navegar
Vinicius
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