Mudanças na rede social e no comportamento dos usuários causaram redução de tráfego
Semanas depois do anúncio das mudanças no Facebook e a pausa por período indeterminado na publicação de conteúdo do jornal Folha de S. Paulo na rede social, um relatório da Shareaholic, empresa de compartilhamento de conteúdos, mostra uma queda drástica de direcionamento de tráfego para sites.
Comparando os dados de acessos via Facebook do segundo semestre de 2016 com o mesmo período em 2017, a redução foi de 41,1%. A porcentagem da audiência vinda das redes sociais passou de 30,9% para 18,2%. No ano, a queda da porcentagem do Facebook enquanto fonte de audiência foi menor: 25,8%.
Apesar de ainda representarem uma fatia pequena da porcentagem de audiência dos sites em relação ao Facebook, Pinterest e Instagram cresceram como fonte de tráfego em 2017. YouTube e Flipboard também cresceram. Veja a lista a seguir.
O documento indica também que os acessos a sites via pesquisas aumentaram em 2017, passando o tráfego das redes sociais pela primeira vez desde 2014. No geral, as buscas representaram 34,8% da audiência, em comparação com 25,6% das redes sociais.
A imagem abaixo mostra a virada das buscas sobre as redes sociais como fontes de audiência.
A Shareaholic atribui a queda de performance do Facebook para gerar audiência a sites às mudanças feitas na sua rede social, bem como a uma mudança no comportamento dos internautas.
O relatório reúne dados de mais de 250 mil sites com mais de 400 milhões de visitantes. A audiência das páginas usadas para a criação do estudo varia de 1.000 a mais de 1 milhão de visitantes únicos mensalmente.
Muito provavelmente reflexo de todas essas questões mencionadas, entre outras, um estudo recente da renomada empresa americana de pesquisa Edison Research mostrou a primeira queda em tempo de uso desde o lançamento da plataforma nos Estados Unidos.
“A série de pesquisa Infinite Dial da Edison Research e a Triton Digital seguiram o uso do Facebook desde 2008 e ele só aumentou constantemente por dez anos consecutivos. Mas este ano, pela primeira vez em nosso monitoramento, a parcela de americanos que usam constantemente a plataforma diminuiu de 67% para 62% entre as pessoas com mais de 12 anos”, informou a empresa de pesquisa.
Se o declínio se acentuar e a tendência se estender ao público brasileiro, algo bem provável, naturalmente o próximo passo do mercado é descobrir qual é o destino da migração. Messenger, Instagram e WhatsApp? Pode ser. Bom para o Facebook, que é dono de todas as ferramentas mencionadas? Talvez. Mas ainda assim também será desafiador para a empresa Mark Zuckerberg encontrar meios de monetizar suas outras plataformas, caso a galinha dos ovos de ouro enfrente uma derrocada.
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