Os mocinhos nem sempre vencem. Apesar dos video games geralmente apresentarem uma versão idealizada da vida, onde o bem triunfa sobre o mal e todo mundo termina feliz, temos alguns notáveis exemplos onde os vilões definitivamente ‘ganham’. Eu não estou falando sobre possíveis cenários onde o mal vence, existem vários jogos onde isso acontece. Então sem finais alternativos nessa lista.
Esse Top 7 faz referencia a jogos específicos. Eu sei que durante o curso de muitas séries o mocinho geralmente vence no final e isso acontece em muitas das franquias mencionadas aqui. Mas em jogos específicos o mal triunfa… e não tem nada que você possa fazer sobre isso. Ah, e não esquece dos SPOILERS…
Em Singularity você tem uma escolha no final do jogo. Você pode atirar em Demichev (o cientista que inventou o Aparelho de Manipulação do Tempo), Barisov (o militar que deseja o dispositivo) ou ambos. O que? Finais alternativos? Mais eu não disse especificamente que jogos com finais alternativos não se qualificam? MENTIROSO! Bem, vamos dar uma olhada nos três finais…
Atire em Demichev e eventualmente Barisvo irá conseguir o dispositivo e o usará para escravizar o mundo. Ruim. Atire em Barisov e o seu personagem (Renko) se aliara com Demichev para governar o mundo. Anos depois, Renko e Demichev começam a desconfiar um do outro e uma sangrenta guerra civil começa. Ruim. Atire nos dois e… Renko usará o dispositivo para impor sua vontade sobre o mundo agora coberto de caos. Ele praticamente se tornou Hitler. Ruim. A lição aqui? Quando você tem três idiotas ditando o destino do mundo, ficar coberto em merda é inevitável.
A maioria dos jogos da série Castlevania ou terminam em empate, com a destruição dos dois lados ou em uma pequena vitória para o lado do bem. Pegue Lords of Shadow como exemplo. Sim, Gabriel derrotou Satan, mas ele se tornou Drácula. É improvável que ele ganhe uma pintura em Uffizi pelos seus esforços. Entretanto é Legacy of Darkness que ganha o prêmio de maior vitória para os vilões.
Durante Legacy of Darkness, Cornell está em uma missão para salvar a sua irmã, Ada, de ser sacrificada em um ritual para ressuscitar Drácula. Ver ele derrotando um derrotar um Drácula enfraquecido e salvar a sua irmã no final do jogo. Viva! Na verdade é melhor não abrir o champanhe ainda. Veja, para derrotar Drácula, Cornell é forçado a desistir dos seus poderes de “besta”… e isso é exatamente o que Drácula queria o tempo todo. O sequestro de Ada era uma isca para forçar Cornell a sacrificar as suas habilidades sobrenaturais, que é o que o Drácula realmente precisava para ressuscitar em sua forma completa. E ele faz exatamente isso no final do jogo. D’oh.
Ok, eu admito, esse se refere somente a parte do jogo com os Decepticons. Jogue como um Autobot e terá flores, cachorrinhos e bonitas garotas dançando em campos enquanto Optimus Prime derrota Megatron e salva a Terra. Entretanto o contrário acontece na campanha do Decepticon. Aqui Megatron mata Optimus Prime e pega o All Spark para si mesmo.
O All Spark, quando ativado, transforma todos os eletrônicos na Terra em um Decepticon. Megatron pode então usar os seus novos servos para impor sua vontade. A sua vontade, nesse caso, é acabar com a humanidade e transformar a Terra em um planeta morto e estéril. Sem cachorrinhos para você.
A Blizzard gosta de fazer o jogador sentir que ganhou, mesmo quando perdeu. A série Diablo talvez seja o melhor exemplo de vilões ganhando a guerra, enquanto os mocinhos ganham uma vitória pírrica no final de cada jogo. No Diablo original, por exemplo, o heróis se sacrifica para tentar prender Diablo em uma soulstone para sempre, para impedir ele de andar novamente no mundo. Entretanto Diablo 2 revela que isso foi inútil.
Por quê? Porque que Diablo simplesmente possuiu o herói e continuo com seus negócios demoníacos. As coisas pareciam ter saído bem em Diablo 2 também. Os heróis derrotam Diablo no inferno e destruíram a soulstone que pertencia a Diablo e Mephisto. Entretanto no epilogo, Marius dá a soulstone de Baal para… o próprio Baal, que mata Marius e destrói a prisão. E adivinhem? Diablo retorna em Diablo 3, o que significa que ele ainda não foi realmente derrotado. Enquanto isso demônios estão saindo através de portais por todos os lados. Isso é ruim certo? Yup.
Ok, os mocinhos conseguiram uma pequena vitória em Modern Warfare 2. Shepherd morreu, Price sobreviveeu. Tempos felizes. Infelizmente, essa é uma pequena vitória em um mundo cheio de perdas. Antes de morrer (violentamente), o corrupto Shepherd consegue desencadear uma devastadora guerra entre os EUA e a Rússia, uma guerra que já matou milhares de civis e demoliu a Casa Branca.
Além do mais, Price é forçado a se esconder e Makarov escapa, um tapa na cara da Equipe do Bem. Todo tempo em Modern Warfare 3 é gasto tentando limpar a bagunça deixada pelos vilões em MW2 e o mundo virou um lugar muito ruim depois da guerra EUA / Rússia. Os mocinhos “ganharam” no final, mas MW2 é o clássico Império Contra-Ataca, onde o mal está se saindo muito melhor. Alguém mais achou que o Price deveria ter sido congelado em Carbonite no final de MW2? Não? Só eu então.
John Marston apenas quer deixar seu passado para trás. Claro que ele era um fora da lei no passado, mas ele é um homem de família agora. Durante todo o jogo, ele tenta fazer a coisa certa, para reparar suas ações passadas: ele é um cara bom. Então, quando ele é morto a tiros no final do jogo, por Edgar Ross e alguns de seus homens, os vilões certamente ganharam.
Ross está limpando a sua própria corrupção, depois de ter chantageado Marston em rastrear seus antigos membros de gangues em nome da “justiça”. Quando Marston se recusa a trabalhar para Ross, ele assina sua própria sentença de morte. O final do jogo é uma vitória para o mal. Até o epílogo, onde Jack, filho de John, vinga sua morte é … ambígua. Claro, o jogador se vinga, mas a um grande custo. John nunca quis que Jack fizesse justiça com suas próprias mãos, para não cometer os mesmos erros que ele fez, ainda assim os eventos pós-crédito nos mostram ele fazendo exatamente isso.
A equipe Noble estava condenada desde o início de Reach. Nós já sabíamos que os Covenant destruiriam Reach e perseguiriam o Pillar of Autumn até Halo, provocando os acontecimentos do Halo original. Nós sabemos que no final a humanidade ganha a guerra. No entanto, isso não faz com que o final de Reach seja menos impactante.
Six viu sua equipe ser morta um por um em uma tentativa de manter as forças Covenant longe tempo suficiente para que ele pudesse usar a arma Mass Driver. A batalha final é impossível de ganhar e eventualmente Six é aniquilado. Os Covenant acabam com os humanos restantes em Reach e bombardeiam o planeta transformando em um deserto. É uma grande vitória para os vilões e uma enorme perda para a humanidade, mesmo que os mocinhos, eventualmente, ganhem a guerra.
Sim, os mocinhos nem sempre ganham. Existem muitos exemplos de jogos com múltiplos finais que permitem você escolher a “opção do mal”, mas eu acho que os 7 jogos listados aqui são os melhores exemplos de uma vitória do mal. Descorda? De qualquer forma, dê sua opinião nos comentários.
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