Poder é a única coisa que o faz seguir adiante
A Ninja Theory já provou ser capaz de guiar uma das propriedades intelectuais mais importantes da Capcom com DmC: Devil May Cry. A nova origem do personagem, assim como seu estilo e personalidade distintas, receberam elogios da crítica e dos jogadores em geral. Agora, com A Queda de Vergil, DLC que continua a história oficial, decobrimos o que aconteceu ao irmão gêmeo de Dante.
Vai sal?
Quem viu o final de DmC (se não o viu, não recomendo a leitura) sabe que Vergil se dá muito mal. Saiu de fininho, com o rabinho entre as pernas e ainda acusando seu irmão de traição. Do nada, o nephelim se intitulou o novo governante do mundo pós-Mundus e queria que Dante o seguisse. Obviamente o mocinho deu um basta nas ambições do irmão e o mandou direto para o Limbo. E é de lá que começamos a aventura.
Vergil está mal, com o coração partido (literalmente) e precisa recuperar sua vontade e força através dos desafios propostos por uma versão imponente dele mesmo. É um lance todo metafórico que serve de base para a trama e também o visual, abandonando as CGs tradicionais e apostando em uma animação psicodélica bacaninha.
Aos que achavam que Dante era o emo chorão, pensem de novo. Nunca na história da vilania dos games, alguém chorou e resmungou tanto quanto Vergil neste DLC. O cara reclama que sua mãe não o amava tanto quanto ao seu irmão, que Dante o traiu e que ele não possui companheiros. Para ele, a solução é conseguir mais poder, apenas isso. Pelo menos ele deixou de lado aquele chapeuzinho de camurça do jogo original.
Um game completamente novo
Aos que tiveram a oportunidade de jogar DMC3, podíamos utilizar um Vergil completamente diferente do seu irmão durante toda a campanha original do game. Em DmC, além do personagem completamente diferente, temos seis fases inéditas, com uma duração que varia entre três a cinco horas (caso queira fazer 100% em tudo). E, diferentemente do jogo com o Dante, aqui a coisa ficou um pouco mais complicada.
Vergil não tem tantas armas, nem combos como seu irmão. O negócio é cadenciar os disparos de sua espada espiritual ao passo que corta os inimigos com a Yamato. O teleporte de Vergil também é uma arma muito importante, podendo levá-lo a três direções distintas e complementar alguns movimentos, como a falta de um pulo duplo, por exemplo (basta teleportar-se para cima).
Mas, assim como na vida real, nem sempre teleportar-se é tão fácil quanto parece. O problema é o design dos cenários, idealizados como plataformas estreitas e traiçoeiras. Não se espante se o seu primeiro Game Over ser causado pelo fato de não conseguir alcançar determinada plataforma. O jogo inteiro foi focado nesse tipo de cenário, tudo para dificultar a liberdade do personagem na hora de aplicar combos.
Aos moldes de seu irmão, Vergil também pode utilizar poderes angelicais e demoníacos. A diferença é que ele não ganha novas armas, mantém-se apenas com a sua fiel Yamato. Tirando os combos com o poder do demônio, que de novo mesmo apenas sua voadora característica com a Bewoulf (nos jogos da série antiga) e um pancadão no chão que derrete tudo à sua volta, as espadadas mais pesadas não convencem como o poderoso Arbiter. Com os poderes angelicais, seus golpes assumem uma forma meio parecida com a encontrada em sua versão UMVC3. Por fim, a lista de inimigos traz algumas novidades. Alguns interessantes, como o Imprisioner, causam um pouco de hype, apesar da luta, infelizmente, não ser tão divertida. Os Wisps requerem uma estratégia completamente diferente para vencê-los, já que de vez em quando eles assumem uma forma etéria, impossível de ser acertada. Todos eles movidos a uma inteligência artificial rebalanceada e pronta para lhe causar dor de cabeça.
A Queda de Vergil tem um problema gravíssimo: não é possível utilizar o personagem no Blood Palace, mesmo após terminar sua campanha. O personagem tende a ficar preso ao seu pequeno mundo de seis fases para todo o sempre. Ok, isso não foi prometido em nenhum momento, mas na minha cabeça não existiam motivos para isso não acontecer. Quem sabe numa nova atualização, não é? Pois que seja, então. E gratuita, por favor.
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