Exploit utiliza uma vulnerabilidade 0-day
A empresa francesa de segurança Vupen informou hoje que foi capaz de hackear o Google Chrome burlando tanto a “sandbox” do navegador como também os recursos de segurança do Windows 7.
“O exploit … é um dos códigos mais sofisticados que criamos até hoje, já que ele pode burlar recursos de segurança como ASLR/DEP/Sandbox”, informou a Vupen em seu blog oficial nesta segunda-feira.
“Ele é silencioso, utiliza uma vulnerabilidade 0-day que ainda não foi divulgada publicamente e funciona em todas as versões do Windows”, confirmou a empresa.
Um vídeo de demonstração foi publicado pela Vupen no YouTube e pode ser visto abaixo:
De acordo com a Vupen, o exploit pode ser servido através de um site malicioso. Se um usuário do navegador Google Chrome visitar o site, o exploit de demonstração executa diversos “payloads” até que o download de uma calculadora seja feito com sucesso, assim ela é executada fora da sandbox do navegador com um nível de integridade classificado como “Médio””.
A Vupen usou a calculadora do Windows apenas como um exemplo. Em um ataque de verdade, o executável “calc.exe” poderia ser substituído por um arquivo executável criado por criminosos.
Historicamente, o Google Chrome é o navegador mais difícil de ser hackeado, principalmente por causa da sua implementação da tecnologia de sandbox, que foi criada para isolar o navegador do resto do sistema. Isto dificulta a execução de códigos maliciosos através dele.
Por exemplo, o Google Chrome escapou ileso durante a competição de segurança Pwn2Own, realizada durante a conferência anual CanSecWest.
Em março passado, uma equipe da Vupen levou o prêmio de US$ 15.000 em dinheiro depois de conseguir atacar com sucesso o navegador Safari, da Apple. O detalhe aqui é que tanto o Safari como o Google Chrome utilizam o WebKit como mecanismo de renderização. A diferença principal é a tecnologia de sandbox usada pelo navegador do Google.
O exploit usado pela Vupen também foi capaz de burlar os recursos de segurança ASLR (address space layout randomization) e DEP (data execution prevention) do Windows 7.
A empresa confirmou que não divulgará publicamente detalhes específicos sobre seu exploit ou sobre a vulnerabilidade no Chrome.
O Google ainda não confirmou as informações da Vupen, já que a política da empresa de não reportar as falhas dificulta sua análise.
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