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‘Star Wars: The Force Unleashed II’ tem belo visual, mas game desaponta

Jogo é curto e pode ser terminado em poucas horas.

História é fraca e os combates são repetitivos.

Sempre que um game atinge determinado sucesso, as empresas lançam uma sequência – tanto para agradar o anseio dos fãs quanto para tentar lucrar mais. Entretanto, por conta de uma grande expectativa, essas continuações, tal qual acontece no cinema, não conseguem ter o mesmo desempenho no mercado ou entre quem estava aguardando a nova parte da história.

A decepção pode atingir qualquer franquia consagrada e, ironicamente, até uma que parece ser sucesso garantido nas bilheterias como “Star Wars”. Ainda mais quando se trata da continuação do jogo considerado o melhor já feito com base na saga de George Lucas: “Star Wars: The Force Unleashed”, de 2008.

Para “The Force Unleashed II”, os produtores trabalharam para trazer tudo o que uma ” parte 2″ possui: gráficos melhores”, mais habilidades Jedi, novos cenários e desafios inéditos. E o jogo possui tudo isso. O problema está em sua duração. Curto demais, ele acaba antes mesmo de chegar ao ápice. Em uma tarde, o game é finalizado.

Aventura curta

No game, Darth Vader está criando um exército de clones de seu poderoso aprendiz (papel do jogador no game anterior). Um deles acaba tendo memórias de sua “matriz” e volta a desafiar o Sith, tentando colocar um fim em seu plano.

O jogador encarna neste clone (embora o game não deixe claro se ele é uma cópia ou a matriz), que deve escapar das mãos de Vader, salvar um Mestre Jedi e ajudar os rebeldes da galáxia a destruir a fábrica de clones.

Como novidade, o personagem principal, chamado de Starkiller, utiliza dois sabres-de-luz. Visualmente, empolga, mas, na prática, não muda em nada a jogabilidade. O jogador ficará pressionando botões para atacar com as armas e eliminar os adversários.

Como o destaque do game fica com as habilidades Jedi, o herói começa o título muito poderoso, já que o time de produção resolveu simplificar a evolução dos poderes. Ganhando pontos ao eliminar os inimigos, é possível evoluir alguns quesitos de habilidades como raios que eletrocutam soldados, poder mental, que faz os inimigos se tornarem seus aliados, “force push”, que lança os adversários para longe, entre outros. Esta evolução é natural e há pouco a decidir qual deve ser aprimorada primeiro, como no game anterior.

A aventura começa, e termina, no chuvoso planeta Kamino. Os gráficos foram muito bem trabalhados, com direito a pequenos detalhes como a chuva escorrendo pelo corpo do personagem ou o reflexo dos sabres nas poças de água. A mesma excelência se vê em fases em outros planetas e em naves espaciais. Entretanto, os produtores reaproveitaram estes cenários, obrigando o jogador a ter que passar por muitos deles novamente.

O que poderia ser um bom trabalho, é prejudicado pela repetição dos combates. Todos os inimigos maiores, ao serem destruídos, apresentam uma pequena animação que se repete do início ao fim de “Force Unleashed II”. Atacar os adversários também, bastando usar os raios para acabar com os mais fortes. Percebe-se que a equipe de desenvolvimento não quis ousar neste aspecto, assim como fez no primeiro game.

Quando o jogador começa a gostar da aventura, com direito a uma invasão maciça dos rebeldes no planeta Kamino e com um confronto contra Darth Vader, o game acaba. O único motivo para jogá-lo novamente é tentar ver o outro final e para ser desafiado com uma dificuldade ainda maior. Infelizmente para os fãs de “Star Wars” a história é descartável.

Fica a sensação de que o game foi feito unicamente para lucrar com o nome da série e com o que foi feito no título anterior. Certamente, fases extras serão lançadas por meio de download – tudo para lucrar mais. Se a LucasArts pegasse qualquer enredo de outra franquia e colocasse em cima do game, daria na mesma.

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GameVicio
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