Não é incorreto afirmar prematuramente que o Windows 7 acertou na mosca e foi o salvador da Microsoft para sistemas operacionais, principalmente no erro que foi o Windows Vista. Parece até um padrão da empresa depois do, Windows 98, sendo um fracasso e um sucesso, pois o Win 98 foi sucedido pelo fracasso do Win ME, sucedido pelo fenômeno do Win XP e depois veio a queda com o Vista e a bonanza com o 7. Até hoje, o Windows 7 já registrou a venda de 240 milhões de cópias (sendo mais de 100 milhões de licenças vendidas nos primeiros seis meses de comercialização do produto) e mantém o ritmo de mais de sete cópias vendidas por segundo desde o seu lançamento. De acordo com a IDC, o mercado global de PCs cresceu 22,4% no segundo trimestre de 2010 e a expectativa é a de que o mercado brasileiro cresça aproximadamente 16% (na comparação com o primeiro trimestre de 2010) atingindo cerca de 13,7 milhões de unidades comercializadas no total de 2010. Além de tudo, esta versão do sistema oferece economia de até 14% de energia se comparado ao Windows XP, segundo estudo da Mindteck.
Um ponto chave deste sucesso é a adaptação do sistema a diversos ambientes, que vão desde computadores simples e de baixo desempenho, até os parrudos gamers que oferecem diversas vezes mais hardware do que o OS consome. O baixo custo dos PCs de entrada e a facilidade de pagar em diversas vezes também ajudou nas vendas de computadores com este sistema operacional, que já substituiu o Windows XP em todas as unidades a venda. Para o Gartner, a estimativa é a de que 376,6 milhões de PCs devem ser vendidos em 2010, o que deve representar um gasto mundial de 245,4 bilhões de dólares, 12% superior ao ano passado. Já o Forrester prevê que o Windows 7 se tornará o novo padrão para o comércio de PCs em 12 meses.
A operadora de telefonia móvel, Vivo, foi a primeira empresa da América Latina a fazer parte de projeto-piloto para adoção do Windows 7, lançado mundialmente em outubro de 2009. A parceria foi o pontapé inicial da estratégia da Microsoft para incentivar a migração do Windows nas empresas que atuam no mercado nacional. Já que para o mercado corporativo, não interessa apenas a migração para algo novo, isto acontece somente quando há necessidade operacional para tal.
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