Dr. Christopher Ferguson da Universidade A&M do Texas levou a cabo um estudo que revela que os jogos violentos são apropriados para as crianças e que até podem ter benefícios.
Os jogos de violência são normalmente culpados pela sociedade quando sucedem tragédias que envolvem jovens a cometer crimes. O desastre de Columbine é um dos exemplos em que os jogos de vídeo arcam com as culpas. Em Columbine, vários jovens foram mortos na escola durante um dia de aulas pelos seus colegas e na altura culpou-se os vídeo jogos pois os autores do crime gostavam de videojogos violentos.
Jogos como GTA, Counter Strike e muitos mais são várias vezes associados não só a este tipo de situações mas também como um elemento provocador de agressividade nos jogadores.
No estudo do Dr. Ferguson, ele conduziu análises às supostas provas de que os jogos violentos levam a um comportamento agressivo. Na sua investigação, Dr. Ferguson chegou à conclusão que muitas destas provas eram baseadas em factos inconsistentes. Quando fez uma aproximação mais vasta do assunto para verificar o impacto negativo dos jogos, ele verificou que o número de crimes violentos baixou imenso desde que os videojogos começaram a ganhar força. O estudo revelou que os jogos violentos estão associados a uma melhoria na percepção visual e espacial, atraem pessoas tímidas que se sentem mais confiantes quando jogam, especialmente em multiplayer.
Dr. Ferguson e Stephanie Rueda, também da Universidade A&M do Texas, submeteram 103 jovens a um teste de frustração. Os jovens foram divididos em 4 grupos, os que não jogavam jogo nenhum, os que jogavam jogos não violentos, os que jogavam a jogos violentos mas na facção do bem e os que jogavam jogos violentos na facção do mal.
Os resultados revelaram que os sujeitos que jogavam jogos violentos eram “menos hostis e deprimidos.” sugerindo que “os jogos violentos reduzem o nível de depressão e os sentimentos de hostilidade controlando a disposição dos jogadores”. Isto quer dizer que os jogadores conseguem libertar-se de muita da sua frustração diária quanto jogam.
O estudo foi publicado no jornal “Review of General Psychology”, um jornal da Associação Americana de Psicologia.
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