World of Warcraft: servidores paralelos deste e de muitos outros jogos estão espalhados pela rede
Servidores privados, paralelos ou “for fun”. Os variados nomes para o mesmo grupo, juntos, dizem tudo. Para grande parte dos brasileiros, o jogo online se tornou um meio alternativo de diversão.
O game World of Warcraft, da Blizzard Entertainment, é um exemplo emblemático, talvez, por ser o mais popular. Pela internet, são milhares de espaços para jogos em massa, gratuitos, todos com fácil acesso. Os jogadores do chamado WOW sabem que os servidores privados possuem bugs e demoram a ter versões atualizadas, mas nem por isso abandonam a plataforma.
Segundo a fabricante do jogo de RPG, os servidores oficiais (não-privados) terminaram o ano de 2008 com 11,5 milhões de assinantes pelo mundo. Do outro lado, pelo time adversário, é quase impossível medir quantos são os usuários que não compram o pacote mensal para usar a infraestrutura da empresa. Dá para saber, porém, que se trata de uma batalha competitiva.
Uma boa maneira para exemplificar o fenômeno dos “private servers” é uma busca simples, seja por Google, Bing ou até mesmo por redes sociais. O assunto, que é tabu na justiça de muitos países por questões de pirataria, é tratado com naturalidade na web.
No orkut, por exemplo, há uma série de comunidades de Warcraft, com milhares de membros ” variam de dois mil até mais de sessenta mil internautas num único espaço. Algumas, inclusive, não escondem a que vêm: “World of Warcraft Pirata” e “World of Warcraft Servers” são apenas algumas amostras do que os jogadores brasileiros procuram na rede.
Para alguns, a explosão de “games paralelos” tem vida curta. O desenvolvedor de sistemas Leonardo Correa Rocha, de 31 anos, jogou Warcraft nos servidores privados por menos de um ano e hoje paga 15 dólares mensais para utilizar a plataforma da criadora Blizzard.
“Eu acredito que os servidores privados são uma estratégia de negócios indireto da Blizzard, porque traz muitos jogadores. Muitos dos meus amigos desses servers vieram pro original, porque como tem muito bug, o conteúdo não é atualizado com freqüência, a gente acaba desmotivando e indo pro original” conta Leonardo.
O desenvolvedor fala também que conhece pessoas próximas que jogavam no privado, foram pro original, e por falta de dinheiro, regressaram ao gratuito.
Nos Estados Unidos e outros países, a existência de websites que classificam os servidores privados são comuns há alguns anos e que ganham popularidade no Brasil, nos últimos tempos.
O americano gtop100.com, um dos mais conhecidos por jogadores do mundo todo, separa por tipo de jogo e faz um ranking com os mais bem avaliados pelos visitantes, gerando receita com anúncios oferecidos em suas páginas.
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