A queda no número de usuários simultâneos de um jogo não o torna “morto” e John “Bucky” Buckley, gerente global de comunidade da Pocketpair, foi às redes sociais para defender exatamente esse ponto em relação ao Palworld e ao debate mais amplo sobre o assunto na indústria.
A discussão teve início quando um usuário brincou, nos comentários online, que Marathon estava morto, que Arc Raiders estava morto e que os jogos de extração como gênero estavam mortos. Bucky respondeu diretamente à provocação com uma pergunta: “Só um pensamento, mas… muitas pessoas entendem fundamentalmente errado o que usuários simultâneos significa?”
O problema com essa métrica única
Na visão de Bucky, o erro está em tratar o número de usuários simultâneos como termômetro definitivo de saúde de um jogo. Ele explica que ver 5.000 usuários simultâneos em um momento e o mesmo número minutos depois não significa que as mesmas 5.000 pessoas continuam jogando.
“500 podem ter saído e outros 500 podem ter entrado”, exemplificou. Por isso, o executivo defende que as métricas realmente relevantes são o DAU (jogadores únicos diários) e o MAU (jogadores únicos mensais), que rastreiam jogadores únicos ao longo de um período.
O executivo citou Foxhole como exemplo de título que sustenta sua comunidade fora dos holofotes. Uma consulta rápida ao SteamDB confirma o argumento: o jogo registra apenas 1.941 jogadores simultâneos atualmente, mas conta com uma recepção positiva consolidada e anos de operação contínua. “Alguns dos MELHORES jogos PvP que você nunca ouviu falar existem assim há anos”, escreveu Bucky.
Uma conversa cansativa
Para Bucky, a dinâmica que alimenta esse ciclo de declarações de “jogos mortos” é clara: “Um lado são pessoas má intencionadas que usam gráficos do Steam para fazer pontos bobos, e o outro lado são apenas fãs preocupados que o jogo que amam está chegando ao fim”. Ele classifica a conversa como “tão cansativa quanto quando começou” e aponta que decretar a morte de títulos prematuramente existe, em grande parte, para gerar visualizações.
Isso não significa, porém, que Bucky nega a existência de jogos que de fato encerram suas operações. Ele citou os casos do encerramento do Concord e a polêmica do movimento Stop Killing Games como exemplos reais de jogos que morreram. “Não estou negando que alguns jogos ‘morrem’. Alguns jogos DE FATO morrem. Vimos alguns jogos live service de alto perfil aparecerem e desaparecerem em um piscar de olhos nos últimos anos, mas é um caso raro. Isso é um fato”, admitiu o executivo.
A conclusão de Bucky é direta: “São milhares de jogos por ano, e ficar gritando ‘JOGO MORTO’ em todos eles é desonesto. Não estou tentando defender esses casos, só estou tentando dizer que uma abordagem mais diferenciada sobre o que são usuários simultâneos versus jogadores ativos únicos é necessária. Nem todo jogo precisa ficar olhando toda hora os gráficos do Steam.”
Fonte: GamesRadar