A The Walt Disney Company volta a se aproximar de um território que há anos tenta conquistar sem sucesso total: o mercado de videogames. Agora, sob a liderança do novo CEO Josh D’Amaro, especialistas da indústria acreditam que a empresa pode finalmente tratar os jogos como um pilar central de seus negócios e não apenas como extensão de suas franquias.
E, ao que tudo indica, essa mudança pode envolver um movimento ousado: a aquisição de uma gigante do setor, como a Epic Games.
Um CEO que entende o potencial dos games
Diferente de lideranças anteriores, D’Amaro é visto como alguém que realmente compreende o valor dos videogames. Historicamente, a Disney tratou o setor como um braço secundário, licenciando suas propriedades intelectuais para estúdios externos em vez de investir em desenvolvimento próprio.
Para o ex-executivo da empresa Kevin Mayer, essa estratégia pode não ser mais suficiente. Segundo ele, será necessário adotar medidas mais agressivas para transformar os games em uma fonte relevante de receita.
Um dos primeiros passos nessa direção foi o investimento de US$ 1,5 bilhão na Epic Games, com foco em expandir a presença da Disney dentro de Fortnite. Ainda assim, Mayer acredita que apenas investir não será suficiente no longo prazo, o verdadeiro diferencial estaria na aquisição.
Por que a Epic Games faz sentido para a Disney
A possibilidade de compra da Epic Games não é nova, mas voltou a ganhar força nos bastidores. O ecossistema da empresa, sustentado por Fortnite e pela poderosa Unreal Engine, se encaixa perfeitamente com os pontos fortes da Disney, como narrativa, construção de mundos e integração de franquias.
Segundo o jornalista Alex Heath, há executivos da Disney interessados no negócio, embora não exista consenso interno. Na prática, as sinergias são claras: Fortnite já recebeu conteúdos de franquias como Star Wars e Marvel, a Unreal Engine é amplamente utilizado também em cinema e TV, e ferramentas como o UEFN permitem experiências criadas por usuários com IPs da Disney.
Em muitos aspectos, a Epic já representa uma base sólida para um “metaverso”, algo que a Disney considera há anos, mas nunca concretizou plenamente.
O maior obstáculo: controle da empresa
Apesar do potencial, qualquer tentativa de aquisição enfrentaria um grande desafio: Tim Sweeney. Como fundador e principal acionista da Epic Games, Sweeney tem poder decisivo sobre o futuro da empresa. Ou seja, qualquer negociação dependeria diretamente de sua vontade de vender, algo incerto.
Além disso, dentro da própria Disney há preocupações. Comprar uma empresa do porte da Epic envolveria custos elevados, integração complexa e riscos significativos.
Fonte: GameSpot